“Era muito honesto”: viúva afirma que amigos emprestavam dinheiro para policial morto por vício em bets

Esposa do policial revela que ninguém imaginava que o policial enfrentava uma compulsão por bets quando ele pedia dinheiro emprestado

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Raquel faz campanha nas redes sociais para tentar ajudar pessoas que sofrem pelo vício em Bets (Foto Divulgação, Redes Sociais)

Esposa do policial faz campanha nas redes sociais para tentar ajudar pessoas que sofrem pelo vício em Bets (Foto: Divulgação, Redes Sociais)

A enfermeira Raquel Maria, viúva do policial militar Danilo Lopes Negrão, afirmou que amigos do marido emprestavam dinheiro sem desconfiar que os valores eram usados para alimentar o vício em apostas esportivas. Danilo começou a apostar na Copa do Mundo de 2022 e morreu aos 41 anos, em setembro de 2023, deixando uma dívida de quase R$ 1 milhão.

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Ela destaca que o marido era dependente de apostas esportivas, e não de jogos de cassino on-line, como Tigrinho e Aviãozinho. Em entrevista ao g1, revelou que ninguém imaginva que o policial enfrentava uma compulsão por bets quando ele pedia dinheiro emprestado.

— Todo mundo emprestava porque como ele era muito honesto, ninguém imaginava o que ele tava passando — disse Raquel.

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Ela conta que só descobriu o tamanho das dívidas deixadas por ele após a morte do companheiro, em setembro de 2023. No início da Copa do Mundo deste ano, com o aumento de propaganda e patrocínios de casas de apostas online, Raquel publicou um vídeo nas redes sociais contando a história do marido, para tentar ajudar pessoas que passam pela mesma situação.

Veja o vídeo de Raquel

Esposa precisou assumir as dívidas do marido

A enfermeira revelou que os empréstimos contraídos pelo PM para sustentar o vício em apostas esportivas somavam quase R$ 1 milhão. Segundo Raquel, a dimensão das dívidas só veio à tona dias depois da morte do marido, quando ela encontrou uma planilha com todos os empréstimos feitos por ele.

Ao longo de cerca de 10 meses, Danilo passou a fazer empréstimos com bancos, amigos e até agiotas para continuar jogando. A viúva relatou que, além de assumir sozinha as despesas da casa enquanto o marido enfrentava o vício, passou a receber cobranças logo após a morte dele. Quase três anos depois, ela afirma que ainda enfrenta consequências financeiras do vício do marido.

— Muita gente chegou e falou: “O Danilo deixou uma dívida comigo. Eu queria ver como você vai fazer para pagar essa dívida” — contou.

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Como pedir ajuda

O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sinais de compulsão por apostas, ou familiares que percebam o problema, procurem ajuda especializada.

Desde 2025, apostadores cadastrados em plataformas legalizadas também podem utilizar ferramentas de autoexclusão para bloquear o próprio acesso aos sites, incluindo a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que impede o uso do CPF em todas as casas de apostas autorizadas no país.