Salto com o Bolshoi: salários de bailarinos no exterior são maiores e há caso de contrato vitalício

Grandes e tradicionais companhias de balé investem alto para ter estrelas nas suas equipes. Jovem do Brasil foi o primeiro a ter contrato vitalício na Opera de Paris

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O bailarino brasileiro formado na Escola Bolshoi, de Joinville, que é o primeiro homem a assinar contrato vitalício com a renomada Ópera Nacional de Paris (Foto: Reproduão Opera de Paris)

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, sediada em Joinville, Santa Catarina, única filial da instituição fora da Rússia, se destaca na dança mundial pela qualidade dos profissionais que forma. O presidente voluntário da instituição, médico Valdir Steglich, diz que ex-alunos da escola atuam em todos os continentes. Os salários dos que trabalham em grandes companhias de balé no exterior variam, em média, de US$ 15 mil a US$ 40 mil, o equivalente a R$ 78 mil a R$ 208 mil por mês.

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– Hoje, nós temos mais de 150 bailarinos nos cinco continentes. Todos eles como primeiro ou segundo bailarino em companhias como o New York City Ballet, nas companhias de Berlim, Chicago, Toronto e Moscou. Muitos bailarinos formados em Joinville se estacam no exterior – afirma Valdir Steglich.

De acordo com o presidente da escola, nesse grupo de estrelas está o jovem Marcos Sousa, 19 anos, nascido em Grajaú, no interior do Maranhão, que depois de formado ingressou na tradicional Opera Nacional de Paris. Sousa é o primeiro homem a ter um contrato vitalício com a renomada companhia francesa. Assinado no ano passado, esse acordo coloca o profissional no mesmo status de grandes estrelas esportivas, que assinam contratos com essas características.

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Uma realidade para poucos

Mas um bailarino que atua nos Estados Unidos informa que essa realidade de altos salários é para poucos. Esse salário acima de R$ 200 mil só é alcançado por superestrelas, incluindo patrocínio, guestings e outras rendas, informou ele que é formado pelo Bolshoi do Brasil.

Nesta semana, um grupo de três bailarinos da Escola Bolshoi está em Moscou participando de um concurso, o Moscou Competition. São mais de 300 concorrentes do mundo todo. Os joinvilenses passaram para a segunda fase dessa prova. O ex-aluno de Joinville, Thiago Santana, que trabalha na Bulgária, está na final do Moscou Competition.

– O curso da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é de transformação. É um projeto social – observa o presidente da instituição, destacando que são alunos de todo o país e também de outros países.

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O curso da escola de Joinville é de oito anos e gratuito para todos os alunos. O diretor-geral da instituição, Pavel Kazarian, informou que mais de 70% dos que se formam na escola estão empregados na área da dança. Eles têm uma carreira que muda a vida deles, das suas famílias e até da comunidade onde vivem, destacou o diretor.

Espetáculos em cidades brasileiras

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil tem a Cia Jovem de Dança que faz apresentações. Ela fará uma turnê com apresentações nas cidades de Porto Alegre, Brasília, Recife, Manaus, Belém e Aracaju. Essa programação será patrocinada pela Caixa.