Ator que fez Malhação e foi vilão do seriado “Sandy e Júnior” morre aos 49 anos

Causa da morte não foi divulgada mas informação foi confirmada pela filha do ator

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Ator que fez Malhação e foi vilão do seriado Sandy e Júnior morre aos 49 anos

Edward participou de várias produções da TV Globo no começo da década de 2000. (Fotos: Reprodução)

Edward Boggiss, ator que participou de Malhação e do seriado Sandy e Júnior, morreu aos 49 anos. A notícia foi divulgada pelo ator Pedro Garcia Netto em seu Instagram na noite de quarta-feira (8).

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O ator ficou conhecido por viver Anthony Grilo (Tony) no seriado da dupla Sandy e Júnior que a Globo exibia no começo das tardes de domingo entre 1999 e 2002.

Boggiss também fez Caio Perez na quinta temporada de Malhação em 1999. Ele também participou de novelas como Sabor da Paixão em 2002 e O Profeta em 2006.

Seu último trabalho na Globo foi em 2010, quando participou de um episódio de A Vida Alheia, seriado escrito por Miguel Falabella e protagonizado por Claudia Jimenez.

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O ator já tinha largado a carreira artística e chegou a trabalhar como servidor público em Alfenas, Minas Gerais. Em 2024, segundo a Revista Quem, foi diagnosticado com câncer orofaringe no sistema pulmonar.

Julia Boggiss, filha de Edward, que nasceu do relacionamento dele com a atriz Danielli Guerreiro, lamentou a partida do pai. “Descanse em paz, papi. Te amo pra sempre”, escreveu Julia Boggiss em seu Instagram com fotos antigas e recentes com o pai.

Câncer de orofaringe e pulmão: especialistas explicam os fatores de risco, sintomas e estratégias de prevenção

A causa da morte de Edward Boggiss não foi divulgada pela família. No entanto, o ator enfrentava, desde 2024, um câncer de orofaringe e um câncer de pulmão em estágio 4. Em entrevista concedida no ano passado, Edward falou publicamente sobre a doença: “Eu estou com câncer no sistema de orofaringe e no sistema pulmonar. Estou fazendo tratamento, quimioterapia e tudo. É bem cansativo”.

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A trajetória do ator também traz visibilidade para dois tipos de câncer que seguem entre os principais desafios da oncologia. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 12.260 novos casos de câncer da cavidade oral e orofaringe por ano no triênio 2026-2028. Estudos também indicam que, entre 2030 e 2040, aproximadamente metade dos tumores de orofaringe poderá estar relacionada à infecção pelo HPV, enquanto a outra metade continuará associada principalmente ao tabagismo.

“O aumento dos casos de tumores de orofaringe relacionados ao HPV reforça a importância de ampliar a informação sobre prevenção, principalmente entre os homens. A vacinação e o acompanhamento médico são estratégias fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento desses tumores”, explica Isabella Favato, oncologista da Oncoclínicas.

Além disso, o câncer de pulmão continua sendo um dos tumores de maior impacto em saúde pública. O INCA estima 35.380 novos casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão por ano no Brasil no triênio 2026-2028.

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O tabagismo permanece como o principal fator de risco, estando relacionado à origem de cerca de 90% dos casos da doença no mundo e aumentando em aproximadamente 20 vezes o risco de seu desenvolvimento. Como consequência, os tumores pulmonares seguem liderando o ranking de mortalidade por câncer em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mariana Laloni, oncologista e Diretora Médica Técnica da Oncoclínicas, explica que a maioria dos pacientes apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório. “Os sinais de alerta são tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença, o que contribui amplamente para o sucesso do tratamento”, diz.

A especialista destaca ainda que existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e carcinoma de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, conclui Mariana Laloni.

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Embora apresentem fatores de risco distintos, tanto o câncer de orofaringe quanto o de pulmão têm em comum o impacto que o diagnóstico precoce pode exercer sobre as possibilidades de tratamento e controle da doença. Especialistas reforçam que medidas preventivas, como evitar o tabagismo, manter a vacinação contra o HPV em dia e buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes, continuam sendo as principais estratégias para reduzir a incidência e favorecer o diagnóstico em fases iniciais.