Pesquisa reduz proteína animal e encontra efeito surpreendente em camundongos idosos

Estudo com camundongos idosos aponta efeito inesperado de um cardápio com menos proteína animal

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Tipo de proteína que você consome pode ser mais importante do que a quantidade que você ingere (Foto: Caio Niceas / Annushka Ahuja / Pexels)

Tipo de proteína que você consome pode ser mais importante do que a quantidade que você ingere (Foto: Caio Niceas / Annushka Ahuja / Pexels)

Uma dieta inspirada no padrão mediterrâneo fez camundongos idosos comerem mais, perderem gordura e manterem massa magra em testes de laboratório. O que mais chama atenção no estudo foi a diminuição de consumo de proteína animal.

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A descoberta veio de um estudo publicado na Cell Metabolism, liderado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia. A dieta tinha baixa proteína, base vegetal, peixe e uma dose pequena, mas suficiente, de metionina.

Saiba mais sobre nutrientes

O que é a dieta da longevidade?

A chamada dieta da longevidade parte de um modelo parecido com a alimentação mediterrânea tradicional. Ela prioriza alimentos vegetais, reduz proteínas de carnes vermelhas e inclui peixe como fonte pontual de proteína.

No estudo, os cientistas testaram uma versão chamada LDMM, sigla em inglês para dieta de longevidade com baixa proteína e metionina suplementada. A metionina é um aminoácido essencial, presente em alimentos como ovos, carnes e laticínios.

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Como o teste foi feito

Os cientistas alimentaram camundongos de 20 meses, já idosos para a espécie, com quatro dietas diferentes. Uma era padrão, outra imitava um padrão ocidental rico em gordura e açúcar, uma terceira era cetogênica e a última era a LDMM.

Os animais que seguiram a dieta de longevidade tiveram os melhores resultados. Eles apresentaram maior tempo de vida saudável, menos gordura corporal e sinais menores de fragilidade em comparação com os demais grupos.

“Modular apenas um aminoácido, a metionina, produziu mudanças metabólicas tão dramáticas.”

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afirmou Maura Fanti, primeira autora do estudo, em comunicado da USC

Comeram mais, mas perderam gordura

Um dos achados mais curiosos foi o comportamento alimentar dos camundongos. Os animais na dieta LDMM comeram mais do que os outros grupos, ingeriram calorias equivalentes e, ainda assim, perderam gordura sem perder massa magra.

Além disso, os testes apontaram melhora em marcadores ligados à saúde cardiometabólica. Entre eles estavam níveis maiores de GLP-1 e FGF21, moléculas associadas ao metabolismo e ao envelhecimento em diferentes espécies.

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Dados humanos

A equipe também analisou informações de dieta e saúde de mais de 200 mil pessoas, em parceria com pesquisadores da Universidade de Toronto e de Harvard. O padrão humano apontou na mesma direção.

Participantes com maior consumo de proteína animal, logo maior ingestão de metionina e outros aminoácidos essenciais, tinham mais obesidade e o dobro de taxa de diabetes tipo 2 do que pessoas com pouca ou nenhuma proteína animal.

“Esses resultados indicam que a ingestão total de proteína pode ser menos importante que a ingestão de aminoácidos específicos.”

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 disse Valter Longo, autor sênior da pesquisa em comunicado