Gil do Vigor faz crítica a escalas abusivas e fala sobre associação da pobreza com a preguiça

Economista criticou a ideia de que pessoas de baixa renda são pobres por falta de esforço e defendeu um debate baseado na realidade econômica do país

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Gil do Vigor afirmou que jornadas exaustivas de trabalho desmentem o estereótipo de que a pobreza é consequência da preguiça (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Gil do Vigor fez um forte desabafo sobre a realidade enfrentada por milhões de trabalhadores brasileiros durante participação no Papo de Segunda, do GNT. Ao lado de Rafael Zulu e João Vicente de Castro, o economista criticou a associação entre pobreza e preguiça e defendeu que o debate deve considerar as desigualdades e a falta de políticas públicas eficientes.

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Um dos temas abordados pelo doutor em economia e ex-BBB foi a associação entre pobreza e preguiça no Brasil. “Você olha para essa pessoa que saiu de cinco da manhã de casa, chegou às nove da noite, tem como falar que essa pessoa é preguiçosa?”, questionou.

“A gente tá falando sobre uma pessoa que acorda cinco da manhã, que pega duas ou três horas de ônibus para chegar no trabalho, passa oito a dez horas dentro do trabalho, muitas vezes num ambiente tóxico”, disse Gil.

O economista ainda falou sobre os discursos das redes sociais que falam que as pessoas de baixa renda são pobres por que são preguiçosas: “a pobreza tem um culpado, nós temos que culpabilizar, que são as políticas públicas, que muitas vezes não são eficientes ou que não alcançam as pessoas”.

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Confira o trecho de Gil do Vigor

Gil do Vigor ainda afirmou que muitas pessoas deixam que a visão perante a pobreza no Brasil sejam colocadas em uma perspectiva política, onde as pessoas definem a pobreza através das questões diplomáticas.

“Tanto que em 2013, o a taxa dessas culpabilidades em 2013 era de 37%, ou seja, muito próxima da atual. Por quê? Porque era um outro momento também de muita polarização, onde as pessoas se dividiam. Então, toda vez que você tem as pessoas sendo levadas por viés político e ideológico e não de fato pelo que acontece na economia, a gente vai ter uma distorção real do que acontece”.

Como é a mansão de Gil do Vigor que está à venda por R$ 3,2 milhões

*Sob supervisão de Pablo Brito