O cantinho do silêncio: como aplicar o design wellness para relaxar em casa

Para descansar, ambientes de descompressão livres de tecnologia ajudam a fugir do excesso de informações

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(Foto: Banco de imagens)

Você já parou para pensar quanto tempo fica livre das telas durante o dia? É computador no trabalho, celular nos intervalos, televisão à noite e tantos outros dispositivos que um momento livre de telas virou um artigo de luxo na vida contemporânea. Mas, no meio de tanto brilho, notificação, barulho e estímulo constante, a hiperconectividade exige momentos de descompressão para manter a saúde, tanto biológica quanto mental. 

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É nesse contexto que surge o design wellness, uma tendência decorativa que aposta na criação de espaços de descompressão para garantir pausas verdadeiras na rotina. Esse estilo sugere que o ambiente doméstico se torne um mecanismo de cuidado diário, com a possibilidade de silenciar o mundo exterior e recarregar as energias internas de quem mora no local.

Esse termo caminha lado a lado com a neuroarquitetura, um nicho de pesquisa que utiliza a ciência para mostrar que o design de interiores pode interferir nas emoções, comportamentos e saúde humana. A premissa básica é projetar cenários que promovam o bem-estar e reduzam drasticamente os níveis do hormônio cortisol, responsável pelo estresse crônico. 

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Parece complicado, mas, aplicar o design wellness na rotina não exige muito espaço ou orçamentos milionários. Uma das principais estratégias é isolar um pequeno cômodo da casa e mantê-lo livre de distrações habituais, como televisões, computadores e smartphones. Esse processo exige disciplina, mas logo depois de aplicado, já traz resultados como redução da ansiedade e aumento do foco. 

Escolha e a demarcação geométrica do espaço

Encontrar o local perfeito exige uma observação cuidadosa da dinâmica doméstica ao longo da semana. Pode ser apenas um canto ocioso no quarto principal, o final de um corredor mais largo ou uma extremidade da varanda que recebe luz suave pela manhã. É necessário que o local transmita uma sensação de proteção e acolhimento, como uma espécie de casulo arquitetônico.

Demarcar esse espaço de forma visual também é importante, tanto para a estética quanto para o relaxamento. É importante utilizar objetos confortáveis, como tapetes felpudos, biombos de palha natural ou até mesmo uma pintura setorizada na parede. Esses recursos visuais funcionam como um aviso para o sistema nervoso central, que já convida as pessoas a reduzirem o ritmo. 

Psicologia das cores a favor do conforto

A estratégia de utilizar uma cor ou tonalidade que passe determinada sensação já é muito utilizada na publicidade, mas, o mesmo conceito também pode ser aplicado em casa. Quando os ambientes têm tons vibrantes e superestimulantes, como vermelho, laranja ou amarelo, é mais difícil descansar. Por isso, a paleta ideal para o cantinho do silêncio deve transitar pelos tons terrosos suaves, verdes acinzentados, azuis pastéis ou a tradicional gama de neutros, como areia e off-white.

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Essas tonalidades remetem imediatamente aos elementos encontrados na natureza, o que promove uma ancoragem visual que diminui o ritmo da respiração e convida à contemplação silenciosa. Outra dica é pintar o teto do perímetro com uma cor mais escura que as paredes, já que esse truque ajuda a rebaixar visualmente o pé-direito, o que aumenta o aconchego. 

Mobiliário ergonômico e o resgate das atividades analógicas

Para fechar com chave de ouro a decoração de um espaço de pausa, é necessário escolher bem um banco para descansar. É necessário que essa poltrona seja ergonômica e que ofereça suporte adequado para a coluna e para a região cervical, para que assim, seja possível relaxar totalmente os músculos. 

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Ainda, é indicado colocar um puff ou uma banqueta ao lado da poltrona principal, para esticar as pernas. É recomendado colocar uma pequena mesa de apoio lateral, que permite acomodar uma xícara de chá quente, um bloco de notas para escrita terapêutica ou uma pilha de livros físicos.

Nesse ambiente, o ideal é que as pessoas façam apenas atividades analógicas, como a leitura em papel impresso ou uma meditação guiada apenas pela respiração. Para essas atividades, o mobiliário também pode auxiliar. É recomendado utilizar tecidos como linho natural, algodão cru ou veludo cotelê, que intensificam a experiência tátil e comunicam ao cérebro que é hora de descansar.

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Acústica e iluminação para blindar a concentração

Para além do mobiliário e da decoração, o conforto visual e sonoro também devem ser prioridades. O primeiro passo é eliminar a luz branca e intensa, típica de escritórios corporativos. A preferência deve ser sempre por luminárias de piso ou abajures, articulados equipados com lâmpadas de temperatura quente e luz indireta.

Para fugir dos ruídos inevitáveis da rotina familiar ou do tráfego urbano constante, elementos absorvedores de som precisam entrar em cena. Uma ideia é inserir cortinas de tecidos encorpados do teto ao chão, painéis de madeira ripada, estantes repletas de livros ou até mesmo tapeçarias espessas de parede, que ajudam a quebrar as ondas sonoras.

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