Cidade construirá novo cemitério após decretar emergência por não ter lugar para enterrar mortos

Cemitério Municipal de Tijucas, no bairro Praça, entrou em situação de emergência em 2025 após ter apenas uma cova disponível

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Cemitério Municipal de Tijucas, no bairro Praça entrou em situação de emergência em fevereiro de 2025 (Foto: Prefeitura de Tijucas, Divulgação)

Cemitério Municipal de Tijucas, no bairro Praça, entrou em situação de emergência em fevereiro de 2025 (Foto: Prefeitura de Tijucas, Divulgação)

O Cemitério Municipal de Tijucas, no bairro Praça, na Grande Florianópolis, entrou em situação de emergência em fevereiro de 2025 por causa da falta de espaço para enterrar os mortos. Na época, o local contava com apenas uma cova disponível. Agora, mais de um ano depois, um novo cemitério deve ser construído na cidade.

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Segundo a prefeitura municipal, o decreto de emergência foi adotado diante da redução de vagas para novos sepultamentos no ano passado, o que exigiu ações imediatas para tentar garantir a continuidade dos serviços na cidade, com pouco mais de 56 mil habitantes.

Agora, um novo cemitério deve ser construído para atender a demanda da região, segundo a prefeitura. O projeto prevê a criação de 656 unidades, sendo 440 gavetários e 216 ossuários. A licitação da obra ainda está em andamento.

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Cemitério municipal estava em situação de emergência

decreto nº 2529 dizia que o Cemitério Municipal encontrava-se em situação de colapso, com apenas uma vaga disponível para sepultamento, no ano passado. O documento ainda considerava a necessidade “urgente de exumação, cremação e reorganização dos espaços funerários” e que o município não tinha capacidade técnica e operacional imediata para solucionar a crise. 

Veja as fotos do cemitério

Em dois anos, o número de habitantes da cidade saltou de 51.592 habitantes em 2022 para 56.674 em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste ano, a população é de cerca de 58.695 habitantes. Na época do decreto, a prefeitura municipal informou que avaliava alternativas para ampliar e melhorar a estrutura do local. Entre as possibilidades, estavam processos licitatórios ou parcerias com a iniciativa privada. O decreto de situação de emergência era válido por 180 dias.

Medidas propostas pela prefeitura na época

Para solucionar o problema, a prefeitura adotou algumas medidas imediatas na época como:

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  • Realizar cadastramento e recadastramento de todos os sepultados e dos responsáveis pelos jazigos;
  • Notificar as famílias sobre a necessidade de exumação e remoção de restos mortais, observando a legislação vigente;
  • Gerenciar a logística e operação do cemitério, assegurando eficiência, organização e transparência nos serviços prestados;
  • Manter registro atualizado e informatizado de todas as sepulturas e ocorrências, permitindo consulta pública;
  • Garantir atendimento humanizado e digno às famílias enlutadas, assegurando respeito e sensibilidade nos procedimentos adotados.

Atualmente, o cemitério municipal opera com lóculos, estruturas unitárias empilhadas em cemitérios verticais ou em covas otimizadas, e jazigos familiares, espaços adquiridos para abrigar diversos caixões e ossuários de uma mesma família.