Cerca de R$ 6,2 bilhões estavam “esquecidos” pelos clientes em bancos até maio deste ano, segundo o Banco Central. O balanço leva em consideração já parte do valor que foi transferido para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0, um programa de renegociação de dívidas para trabalhadores informais, produtores rurais e microempresas. Antes, eram R$ 10,6 bilhões esquecidos nas instituições financeiras.
Dos valores, R$ 4.437.422.917,99 são de 24.080.039 de pessoas físicas, enquanto R$ 1.804.196.767,06 são valores de 2.274.851 de empresas. Para consultar os valores deixados para trás em bancos, consórcios ou outras instituições, é necessário acessar o site do Banco Central utilizando o CPF e a data de nascimento em caso de pessoa física, e o CNPJ e a data de abertura em caso de empresas.
No site, a pessoa pode solicitar a devolução do valor se tiver uma chave Pix cadastrada. Se não tiver, o solicitante precisa entrar em contato com a instituição para verificar outra forma de recebimento ou então criar uma chave Pix.
E se a pessoa for falecida?
Em caso de valores esquecidos de pessoas que já morreram, é necessário ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para realizar a consulta, além de preencher um termo de responsabilidade.
Depois de realizar a consulta, a pessoa pode entrar em contato com a instituição onde o dinheiro está esquecido.
Em ambos os casos, a devolução costuma acontecer em até 12 dias úteis.
Dinheiro usado no Desenrola 2.0
Segundo o Banco Central, existiam cerca de R$ 10,55 bilhões de “dinheiro esquecido” por 47 milhões de clientes em instituições financeiras do Brasil. Com isso, o governo informou que usaria entre R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para pagar as dívidas no Desenrola 2.0.
“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]”, informou o governo.




