Dor na coluna e transtornos mentais lideram afastamentos do trabalho no INSS

Dores na coluna e transtornos mentais lideram afastamentos pelo INSS. Confira os dados da Previdência Social e os riscos ocupacionais

Compartilhe:

Problemas de coluna e distúrbios psicológicos lideram as estatísticas de concessão de auxílio-doença no país (Foto: Ilustração, IA)

Problemas na coluna e transtornos mentais continuam sendo os campeões de afastamentos do trabalho e pedidos de benefício do INSS no país. Dados da Previdência Social revelam que a má ergonomia e o estresse contínuo lideram as concessões de auxílio por incapacidade temporária. O alerta acende o sinal vermelho em Santa Catarina para os riscos das doenças ocupacionais e a urgência de cuidados com a saúde física e emocional no ambiente profissional.

Continua após a publicidade

O destaque recente fica por conta do avanço expressivo dos afastamentos relacionados à saúde mental, que atingiram patamares históricos em 2025, com 534.904 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais.

O crescimento dos diagnósticos de ansiedade, depressão e esgotamento profissional acendeu o alerta para fatores como sobrecarga de trabalho, metas ostensivas, pressão constante por produtividade e ambientes corporativos tóxicos, que passaram a ganhar maior atenção com a atualização da NR-1.

Continua após a publicidade

Problemas de coluna e lesões por esforço repetitivo lideram afastamentos no INSS

Dores nas costas e transtornos nos discos intervertebrais permanecem no topo da lista das causas de incapacidade para o trabalho em 2025. Dados da Previdência Social revelam que a dorsalgia liderou o ranking de benefícios por incapacidade temporária, com 237.113 registros, acompanhada de perto pelos problemas nos discos intervertebrais, que responderam por mais 208.727 concessões do INSS.

Associados ao levantamento frequente de carga, postura inadequada e longas jornadas na mesma posição, esses problemas afetam desde operadores de indústrias e profissionais de logística até trabalhadores que passam o dia sentados em escritórios. Por exigir tratamentos prolongados e fisioterapia, as lesões de coluna costumam gerar licenças médicas de longa duração.

Paralelamente, as lesões por esforço repetitivo (LER/DORT) em ombros, punhos e braços também figuraram entre os principais motivos de licença médica, somando 135.093 benefícios concedidos em 2025. A ausência de pausas programadas e o mobiliário fora dos padrões ergonômicos agravam o desenvolvimento dessas condições que, se não tratadas precocemente, podem evoluir para sequelas permanentes.

Acidentes de trabalho que causam fraturas decorrentes de quedas e impactos em máquinas também pesam significativamente no orçamento previdenciário.

Continua após a publicidade

Os cinco diagnósticos que mais tiram profissionais do mercado

Com base nas estatísticas da Previdência Social, o ranking das cinco condições que mais afastam os trabalhadores no país é composto por problemas de coluna (como dorsalgias e lesões de disco), transtornos mentais (com destaque para ansiedade e depressão), lesões nos ombros e membros superiores por esforço repetitivo, dores musculares e distúrbios musculoesqueléticos, além das fraturas causadas por acidentes de trabalho.

A maior parte desses afastamentos pode ser evitada com medidas preventivas simples adotadas pelas empresas. O investimento em mobiliário ergonômico, ginástica laboral, pausas durante a jornada de trabalho, programas de saúde ocupacional e ações voltadas ao bem-estar psicológico reduz drasticamente o absenteísmo.

Continua após a publicidade

Além de proteger o trabalhador, a prevenção diminui os custos das empresas com substituições e alivia o orçamento da Previdência Social.

*Com edição de Luiz Daudt Junior.