Com reajuste de 6,85%, Grande Florianópolis entra em ranking de tarifas executivas mais caras entre metrópoles com transporte intermunicipal

Reajuste aplicado na última quarta-feira (22) fez com que passagem chegasse a até R$ 21,50

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Tarifa da passagem de ônibus na Grande Florianópolis tem reajuste definido (Foto: Alan Pedro, DC, Arquivo)

A região da Grande Florianópolis possui a quarta tarifa mais cara de ônibus executivos entre as metrópoles brasileiras, chegando a até R$ 21,50 com o novo reajuste. As tarifas foram alteradas na última quarta-feira (22), com alta de 6,85% na região metropolitana da Capital. O acréscimo, contudo, não se aplica a Florianópolis.

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Entre as 15 metrópoles listadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incluindo a Grande Florianópolis, 13 apresentam sistemas de transporte público executivo com semelhanças e que podem ser comparados.

Entenda o levantamento

O levantamento feito pelo NSC Total considera a maior tarifa praticada em linhas de ônibus do transporte coletivo metropolitano que ligam municípios de uma mesma região metropolitana, em sistemas de caráter urbano semelhantes ao da Grande Florianópolis. Nos sistemas com tarifa única, foi adotado o valor vigente para toda a rede.

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Foram considerados apenas serviços regulares de transporte público, com embarque e desembarque ao longo do percurso e em terminais, excluindo linhas rodoviárias convencionais, interestaduais, de fretamento, turismo ou serviços sem características de transporte urbano metropolitano.

Veja fotos dos ônibus em Florianópolis

Ranking mostra metrópoles com passagens de ônibus executivo mais caras no Brasil

  1. Belo HorizonteR$ 32,90 (linhas de longa distância)
  2. São PauloR$ 30,65 (linhas seletivas)
  3. Porto AlegreR$ 23,28 (Gravataí – Porto Alegre)
  4. FlorianópolisR$ 21,50 (Governador Celso Ramos – Florianópolis)
  5. FortalezaR$ 17,20 (localidades de Chorozinho, Maranguape e São Gonçalo)
  6. BrasíliaR$ 12,35 (Novo Gama/GO – Brasília/DF)
  7. SalvadorR$ 10,40 (Anel 3)
  8. Rio de JaneiroR$ 9,40 (ônibus intermunicipal)
  9. CampinasR$ 9,40 (Jaguariúna – Campinas)
  10. CuritibaR$ 6,13 (cartão Metrocard)
  11. VitóriaR$ 5,10 (bilhete único)
  12. RecifeR$ 4,50 (bilhete único)
  13. GoiâniaR$ 4,30 (bilhete único)

Caso de Belém e Manaus

Belém e Manaus não foram incluídas no levantamento, mesmo sendo consideradas metrópoles, porque não possuem um sistema de transporte metropolitano por ônibus com características equivalentes às adotadas na metodologia. 

Em ambos os casos, as ligações intermunicipais disponíveis apresentam perfil predominantemente rodoviário ou não integram uma rede metropolitana urbana estruturada, o que inviabiliza a comparação direta com sistemas como o da Grande Florianópolis. 

Qual a justificativa para o aumento na Grande Florianópolis?

Na decisão, a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) cita os impactos da elevação do preço do óleo dieselprovocada pela guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. No Brasil, distribuidoras de combustíveis importam cerca de 30% do diesel e em torno de 15% da gasolina consumida.

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órgão também cita o reajuste salarial dos funcionários, além da necessidade de preservar o equilíbrio econômico da prestação dos serviços públicos regulados pela Aresc.

Ao NSC Total, a Metropolis, responsável pela operação integrada na Grande Florianópolis, destacou que os aumentos detalhados na matéria são exclusivamente de linhas executivas. (Veja nota na íntegra abaixo)

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Valores têm prazo de seis meses

reajuste extraordinário tem vigência de seis mesescom contagem iniciada em 10 de junho. Durante o período não serão avaliados pedidos adicionais de recomposição das tarifas.

Após a finalização do prazo, a Aresc fará a reavaliação das condições econômicas que fundamentaram a decisão pelo aumento. Caso haja uma redução superior a 8,2% no preço médio do combustível, os valores reajustados podem ser revistos, reduzidos ou até excluídos. Caso contrário, a medida pode ser prorrogada por mais seis meses.

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Quanto custa a passagem de ônibus intermunicipal por patamar na Grande Florianópolis?

Patamar 1

  • R$ 6,66 (cartão) e R$ 7,00 (dinheiro)

Patamar 2

  • R$ 7,24 (cartão) e R$ 7,50 (dinheiro)

Patamar 3

  • R$ 7,38 (cartão) e R$ 7,75 (dinheiro)

Patamar 4

  • R$ 10,10 (cartão) e R$ 10,50 (dinheiro)

Patamar 5

  • R$ 10,23 (cartão) e R$ 10,50 (dinheiro)

Patamar 6

  • R$ 11,94 (cartão) e R$ 12,25 (dinheiro)

Patamar 7

  • R$ 12,02 (cartão) e R$ 12,25 (dinheiro)

Patamar 8

  • R$ 12,08 (cartão) e R$ 12,50 (dinheiro)

Patamar 9

  • R$ 12,18 (cartão) e R$ 12,50 (dinheiro)

Veja a nota na íntegra da Metropolis

A Metropolis informa que em decorrência das resoluções ARESC n° 408 (10/06/26) e ARESC n° 416/2026, entra em vigor o reajuste extraordinário de 6,85%, para as operadoras do Serviço de Transporte Público Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado, relacionadas na resolução ARESC nº416/2026.

A aplicação dos coeficientes tarifários advém exclusivamente do repasse do aumento dos custos operacionais, decorrente de fatores de origem federal, em especial o aumento do preço do óleo diesel, provocado pela instabilidade internacional envolvendo o conflito no Oriente Médio, além do efeito da reoneração gradual da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento, conforme a lei federal n° 14.973/2024.

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Este reajuste é de caráter extraordinário e temporário, incidindo sobre as tarifas vigente no Serviço Público Estadual de Transporte Coletivo de Passageiros Intermunicipal Rodoviário. 

Na região metropolitana de Florianópolis, as novas tarifas passam vigorar a partir da zero hora de amanhã, quarta-feira, 22 de julho de 2026.

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Para maiores informações, acesse metropolisc.com.br ou entre em contato pelo WhatsApp 3380-4900