O que SC precisa para dar um salto de desenvolvimento até 2030: “Carta da Indústria” aos candidatos de outubro está pronta

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Presidente da Federação das Indústrias de SC, Gilberto Seleme (E), apresentou a "Carta da Indústria" para a diretoria da entidade nesta sexta-feira (Foto: Filipe Scotti)

Com propostas robustas ao desenvolvimento econômico e social do estado no período 2027-2030, a “Carta da Indústria” está pronta e será entregue aos candidatos que disputarão a eleição em outubro em Santa Catarina. No documento, apresentado pelo presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiesc), Gilberto Seleme à diretoria da entidade nesta sexta-feira (24) a primeira sugestão é não aumentar imposto estadual, mas inclui muito mais: são 86 propostas agrupadas em 10 áreas prioritárias.

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– Onde há indústria, há desenvolvimento, e onde há desenvolvimento, há dignidade construída pelo trabalho. Ao longo de minha trajetória, entendi que a indústria transforma realidades, leva nossos produtos além das fronteiras e cria prosperidade onde antes havia limitações – diz Seleme na apresentação do documento intitulada “Nosso partido é a indústria”.

A Fiesc elencou na lista das 10 áreas prioritárias: Incentivo ao desenvolvimento econômico, Inovação, Educação, Saúde, Trabalhista, Meio Ambiente, Logística e Infraestrutura, Segurança Pública, Comércio Exterior e Setorial.

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Veja algumas sugestões estratégicas

A primeira sugestão da lista das 86 é “Não aumentar a alíquota dos impostos estaduais”. Para inovação, a primeira sugestão é “Construir um roadmap de tecnologias, produtos e mercados estratégicos para orientar o desenvolvimento da indústria catarinense”.

Para a educação, a proposta número um aos políticos é “Estimular políticas de melhoria da aprendizagem, com foco em alfabetização, recomposição das aprendizagens, educação em tempo integral e competências em Língua Portuguesa e Matemática”.

A primeira sugestão da indústria de SC para a saúde é “Instituir uma política estadual de promoção de estilos de vida saudáveis, integrada às áreas de saúde, educação, assistência social e ao setor produtivo”.

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– Após décadas dedicadas à indústria, aprendi que o esforço de quem empreende pode ser fortalecido ou limitado pelas decisões políticas, e que os acertos, assim como os erros, não pertencem a uma única corrente de pensamento – afirma também Seleme na abertura da carta.

Sugestões de todo o estado

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O documento foi elaborado com um amplo processo de escuta com a participação de líderes empresariais de diversas regiões de Santa Catarina e os 15 conselhos setoriais e temáticos da Fiesc. A “Carta da Indústria – Santa Catarina 2027-2030 também recebeu conteúdo de conhecimento acumulado pelas entidades da Fiesc nos últimos anos.

Não para alta de impostos há décadas

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A primeira sugestão da Carta da Indústria com o apelo para não elevar a carga tributária estadual não é por acaso. Esse pleito é feito pela Fiesc e pelas demais entidades empresariais de Santa Catarina aos candidatos ao governo do estado e parlamentares desde 2002. Esta será a sétima eleição com essa sugestão. Isso porque o setor produtivo entende há décadas que o país tem alta carga tributária e precisa apresentar qualidade mais efetiva de serviços para a população.