A engenheira brasileira Gabriele da Silva Monteiro, de 34 anos, desapareceu na tarde de quinta-feira (23) em Lyon, na França. Natural de Brasília, ela vive no país europeu há mais de uma década, onde construiu carreira, se casou e fixou residência. Desde o desaparecimento, familiares, amigos e a comunidade brasileira na cidade se mobilizam para tentar localizá-la, enquanto a polícia francesa conduz as investigações.
Segundo a advogada e doutoranda Lívia Possi, amiga da engenheira, as duas viajariam na sexta-feira (24) para Rouen, no norte da França, onde participariam do casamento de uma amiga. No entanto, Gabriele desapareceu na tarde anterior, poucas horas antes da viagem.
O que foi encontrado no apartamento
De acordo com relatos da amiga ao g1, o marido de Gabriele voltou mais cedo do trabalho, por volta das 17h de quinta-feira, e não encontrou a esposa em casa. No apartamento estavam o celular, os cartões bancários, os documentos pessoais e a mala, que ainda estava sendo preparada para a viagem.
Segundo pessoas próximas, apenas um par de chinelos e um molho de chaves não foram localizados. A porta do apartamento estava fechada, mas não trancada, o que levou familiares e amigos a acreditar que ela teria saído rapidamente, sem intenção de permanecer muito tempo fora.
Último contato foi com o marido
Ainda segundo Lívia, Gabriele e o marido trocaram mensagens normalmente ao longo da quinta-feira. A última mensagem enviada pela engenheira perguntava como havia sido o dia do companheiro. Depois disso, ela não voltou a responder.
Ao perceber o desaparecimento, o marido percorreu parques e outros locais que ela costumava frequentar para correr, mas não conseguiu encontrá-la.
Comunidade brasileira iniciou buscas
Além da procura feita pelo marido, amigos passaram a ligar para hospitais e serviços de emergência da região, enquanto o desaparecimento era comunicado às autoridades francesas.
A comunidade brasileira em Lyon também organizou uma força-tarefa para tentar localizar Gabriele. Voluntários percorreram locais frequentados pela engenheira, divulgaram informações nas redes sociais e acionaram hospitais, autoridades e veículos da imprensa francesa.
Polícia francesa abriu investigação
Segundo Lívia, embora a legislação francesa não estabeleça um prazo mínimo para iniciar buscas por pessoas desaparecidas, as diligências mais efetivas começaram cerca de 24 horas após o desaparecimento.
Na sexta-feira (24), a polícia informou à família que a investigação havia sido formalmente instaurada e que o caso seria encaminhado para um setor especializado em pessoas desaparecidas.
A expectativa é que cães farejadores sejam utilizados nas buscas a partir da manhã deste sábado (25).
Família viaja para acompanhar as buscas
O irmão de Gabriele, Gustavo Monteiro, que mora em Portugal, embarcou para Lyon acompanhado da mãe. Os dois devem chegar à cidade neste sábado para acompanhar de perto as buscas e o andamento da investigação conduzida pelas autoridades francesas.
Itamaraty acompanha o caso
Segundo a família, o Consulado-Geral do Brasil em Marselha foi procurado para prestar assistência consular. Em resposta ao g1, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por questões de sigilo, não pode detalhar se acompanha o caso ou quais medidas estão sendo adotadas junto às autoridades francesas.
Em nota, o Itamaraty afirmou apenas que o Consulado-Geral do Brasil em Marselha “permanece à disposição para prestar assistência consular aos familiares da brasileira”.
