Desde o dia 22 deste mês o setor produtivo enfrenta o Segundo Tarifaço dos Estados Unidos, com taxa de 25% para a maioria das importações brasileiras. Além disso, na sexta-feira entrou em vigor mais a taxa de 12,7% sob o argumento de compras de países que praticam trabalho forçado. Para apoiar setores mais afetados, o governo federal anunciou linha de crédito de R$ 18,5 bilhões com juros mais acessíveis. O governo estadual iniciou um grupo de estudo com a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) para definir como o estado pode ajudar empresas atingidas.
O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, disse que o impacto do segundo tarifaço será similar ao do primeiro para a economia de SC, que será uma das mais prejudicadas no Brasil. Destacou que 54,5% das exportações de SC aos EUA serão atingidas.
Segundo ele, o que preocupa é que nessa segunda onda de taxação as empresas estão mais fragilizadas. Por isso, o empresário destaca que a ajuda do governo do estado é muito importante.
Os secretários da Fazenda, Cleverson Siewert, e de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, que participam do grupo, afirmaram na primeira reunião que dentro das possibilidades legais, o governo de Jorginho Mello busca alternativas para reduzir os efeitos negativos dessa taxação para a economia estadual.
Na primeira taxação dos EUA, de 50%, o estado apoiou empresas com postergação de ICMS, empréstimos pelo BRDE e antecipação de créditos tributários.
Em Brasília, a Confederação Nacional da Industria sugeriu a criação de um grupo de trabalho com lideranças do governo e do setor privado para definir um plano de ação de longo prazo de apoio financeiro a setores impactados. A dúvida, agora, é se essa discussão vai continuar.
Em SC, os setores de móveis e madeiras serão, mais uma vez, os que mais perderão mercado. As empresas moveleiras da região que compreende São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, por exemplo, registraram queda de 62% nas vendas para os EUA no primeiro semestre de 2026, segundo o Sindusmóbil, sindicato empresarial do setor.
Com isso, diversas empresas da região estão em busca de novos mercados. Um deles é a América do Sul, onde a região vendeu apenas cerca de 5% do total exportado no primeiro semestre. Países como o Uruguai e o Chile começam a comprar mais.
