A “banalidade do mal” é um conceito da filósofa alemã Hannah Arendt. Parte do conceito de que atrocidades não exigem monstros, mas sim pessoas comuns que deixam de pensar criticamente e passam a obedecer cegamente a regras. Forçando a barra para o nosso quintal, conclui-se que a sociedade está anestesiada e pusilânime diante do que lê, vê e ouve todos os dias no noticiário: vivemos uma epidemia de furtos e isso impacta desde o pequeno comerciante, morador e até o túnel da BR-101.E não acontece nada. Absolutamente nada.
Há dois meses furtaram as placas de trânsito da Via Expressa (BR-282), que liga Florianópolis a São José. Policiais suspeitam da ação dos dependentes químicos. O DNIT prometeu “substituição imediata”. As placas chegaram, enfim, na última quinta-feira (23), e começam a ser instaladas a partir desta segunda-feira (27).
Levantamento do Observatório Fetrancesc aponta que Santa Catarina tem quatro dos dez trechos mais perigosos de rodovias federais no Brasil, todos na BR-101 Norte.
Além da imprudência dos motoristas, de pouca estrada para muitos carros, temos a falta de placas para provocar mais incerteza, insegurança, acidentes e filas, sem a necessária orientação visual aos motoristas.
Nesta semana a Arteris informou que vem aumentando em sua área de concessão o número de furtos de fios e cabos. Isso acarreta em prejuízo econômico, operacional e impacto direto na mobilidade.
Em cinco anos, R$ 2,5 milhões em prejuízos. Esse crime afeta iluminação, câmeras de monitoramento, painéis de mensagens variáveis, equipamentos de comunicação e a rede de fibra óptica. Nos túneis, risco de interdição pois, sem os cabos, o sistema de automação para a ventilação necessária, não funciona. O salto foi de 11 ocorrências em 2022 para 63 em 2025.
Nas cidades, dependentes químicos vivem como zumbis pelas ruas catando e espalhando lixo pela cidade e praticando furtos. Todos os dias. Representantes de Instituições públicas e que simbolizam a elite do funcionalismo, deveriam pensar em proteger as vítimas da criminalidade, mas vivem em um universo paralelo — tratam os criminosos como pessoas portadoras de mais direitos do que as vítimas.
