Com fatia maior, novo empréstimo internacional banca obras da Ponte Joinville

Financiamento passou por alteração para complementar repasse para as obras

Compartilhe:
Material para uso jornalístico

Construção de apoios centrais está entre obras em andamento na ponte (foto>:

A elevação dos custos de construção da Ponte Joinville mudou a configuração de um dos maiores empréstimos da prefeitura, em contratação com Fonplata/Fundo Opep. O financiamento de US$ 90 milhões teve ampliação da parcela com o Fonplata, fonte de recursos para as obras da ponte, passando de US$ 25 milhões para US$ 35 milhões.

Continua após a publicidade

Imagens das obras da ponte

Como o valor final não mudou, a fatia do Fundo Opep foi reduzida para US$ 55 milhões. A alteração no financiamento do montante equivalente a R$ 460 milhões foi autorizada pelo Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), ligada ao Ministério do Planejamento.

O Fonplata é a fonte do financiamento em execução na construção da ponte. Mesmo antes do início das obras, em 2024, já havia sido constatada a necessidade de mais recursos – o financiamento disponível era de US$ 40 milhões, contratado em 2018 com o fundo, com US$ 36,1 milhões para as obras e o restante para estudos e projetos.

Continua após a publicidade

O montante inicial para a ponte era de US$ 40 milhões, por meio de empréstimo assinado em 2018 com o Fonplata. Desse montante, as obras ficaram com US$ 36,1 milhões, com o restante sendo utilizado em estudos e projetos. O custo da Ponte Joinville começou com R$ 296,2 milhões, em abril de 2024, no momento de homologação da licitação.

O contrato passou por reajustes pela inflação em 2024 e, no ano passado, estava em R$ 328,8 milhões. Em maio passado, o valor passou para R$ 393,2 milhões, com três aditivos, dois de acréscimos e um de supressão. Neste mês, mais R$ 2 milhões foram acrescidos, em reajuste pela inflação do indicador do setor (INCC). O valor atualizado do contrato é de R$ 395.336.713,35.

A ampliação dos custos e prazos foi motivada, conforme a prefeitura, por causa das escavações mais profundas nos apoios centrais, impossibilidade de concretagem com apoio de balsas (foi preciso instalar tubulação de bombeamento), entre outras situações. Também foi alegada a variação cambial no período.