Cidade com apenas 31 mil habitantes movimentou R$ 2,5 bilhões em imóveis em seis meses em SC

Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, superou outras cidades referencias em vendas como Curitiba, Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú

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Com quase 3 mil unidades comercializadas, município movimentou R$ 2,5 bilhões no primeiro semestre de 2026 (Foto: Prefeitura de Porto Belo, Poti S/A, Divulgação)

Mesmo com pouco mais de 31 mil habitantes, Porto Belo, uma pequena cidade paradisíaca do Litoral Norte catarinense, tem atraído cada vez mais os holofotes de construtoras e investidores interessados em imóveis no município.

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Somente no primeiro semestre de 2026, a cidade movimentou R$ 2,5 bilhões em vendas de imóveis novos e lançamentos, com 2.850 unidades comercializadas, desempenho que chama a atenção no mercado imobiliário.

O resultado coloca o município à frente de outros grandes mercados como Curitiba e Itajaí e, até mesmo, das duas cidades com o maior índice de valorização imobiliária do país, Itapema e Balneário Camboriú, no ranking das cidades acompanhadas pela plataforma Inteligência de Mercado DWV.

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Para Altair Agostinho Bartolomei Júnior, fundador da incorporadora Poti S/A, que marca presença na cidade, o município passa por uma fase de amadurecimento de negócios.

— Em 30 anos de atuação no litoral catarinense, vimos Porto Belo deixar um mercado predominantemente local e de veraneio para construir uma demanda própria, apoiada pelo crescimento populacional, pelo turismo e pela valorização de todo o corredor litorâneo. Esse movimento ampliou a liquidez, atraiu novos investidores e criou condições para que os imóveis bem localizados e alinhados à procura mantenham uma trajetória positiva de valorização — explica o empresário.

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Apesar de liderar o ranking em número de imóveis comercializados, Porto Belo tem um perfil diferente de mercados vizinhos. O tíquete médio das vendas ficou em R$ 875,7 mil, abaixo do registrado em Itapema, Itajaí e Balneário Camboriú, reflexo da maior oferta de apartamentos compactos. Os imóveis de um dormitório, por exemplo, responderam por mais da metade das vendas realizadas no primeiro semestre.

Outro indicador que chama a atenção é o valor médio do metro quadrado das unidades vendidas, que chegou a R$ 14.712. O número é 9,7% superior à média dos imóveis que ainda estavam disponíveis para venda, o que demonstra que compradores têm priorizado empreendimentos com melhor localização, padrão construtivo e potencial de valorização.

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Porto Belo deve viver novo ciclo de valorização

Além disso, a cidade conta um estoque de 15.017 imóveis novos e lançamentos, avaliados em R$ 17,6 bilhões, que devem fazer parte de um novo ciclo de comercialização. Segundo a DWV, a marca registrada de 2.850 unidades em apenas seis meses representa uma velocidade de absorção de 16%, o que indica que o mercado continua em ritmo acelerado.

— Com mais de 15 mil unidades em oferta, o próximo ciclo não será definido apenas por quem lança mais, mas por quem interpreta melhor a demanda, planeja o produto e mantém capacidade financeira e operacional até a entrega. Nossa projeção é que imóveis com estas características alcancem valorização média de 20% nos próximos 12 meses — destaca o fundador da incorporadora Poti S/A

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Com um mercado impulsionado pelo crescimento populacional, pela localização estratégica e pela forte procura por imóveis compactos, Porto Belo consolida uma posição de destaque no cenário imobiliário catarinense.

Os números do primeiro semestre demostram que, mesmo sendo um dos menores municípios da região em população, a cidade já compete com grandes centros em volume de negócios e segue atraindo investidores de diferentes partes do país.