Nos quase 40 anos que tem de história, a Cascanéia se tornou sinônimo de sol, piscina e verão. Agora, a direção do maior parque aquático de Santa Catarina começa a dar os primeiros passos para ir além e se posicionar como destino turístico não apenas durante a estação mais quente do ano.
— Não dá mais para viver só de verão — diz a presidente do grupo, Monique Reinert, filha de um dos fundadores do parque e que cresceu dentro da operação.
Uma primeira iniciativa dentro dessa estratégia se concretizou no último domingo (26), com a estreia do Festival de Inverno Cascanéia. Das 10h às 17h, o complexo abriu as portas ao público. As piscinas estavam vazias, mas as áreas secas do parque receberam shows musicais, brinquedos infláveis, praça de alimentação e feirinha livre com produtores locais. Teve até passeio de trator em meio a uma área de preservação ambiental mantida pelos proprietários.
Veja fotos da estrutura do Grupo Cascaneia
Nessa primeira experiência, a Cascaneia computou quase 500 visitantes, um número pequeno comparado ao fluxo de visitantes da alta temporada. Mas a ideia, por enquanto, não é ter retorno financeiro. A iniciativa serviu como laboratório para testar a adesão do público a novos formatos de eventos. E para o próprio grupo entender melhor o que fazer em programações futuras.
— A gente não pode parar no primeiro. É algo disruptivo para a marca — avalia Monique.
Nos próximos dias, a direção da Cascaneia deve começar a formatar outro evento. Desta vez, a ideia é explorar a estrutura do Ecoar, um resort com 38 suítes e 22 chalés instalado morro acima do parque aquático. Há um imenso gramado verde ao lado das simpáticas cabaninhas propício para um piquenique e contemplação do pôr do sol, imagina a presidente.
Investimento de R$ 40 milhões
Em outubro do ano passado, o Grupo Cascaneia anunciou um investimento de R$ 40 milhões para os próximos cinco anos. Em 2026, os aportes vão chegar a R$ 8 milhões. Essa conta inclui a estruturação de um centro de distribuição próprio de alimentos, um novo centro administrativo e um amplo retrofit de mais de 40 quartos do Vila Di Acqua, um hotel anexo ao parque em frente à maior piscina do complexo.
Apesar de boa parte deste valor estar sendo aplicado na retaguarda da operação, o público deve notar diferenças em breve. A Cascaneia está preparando um novo brinquedo em uma das áreas do parque, adianta Monique.
Além disso, o grupo, hoje composto por três operações – Cascaneia, Ecoar e Vila Di Acqua, estas duas últimas já pensadas para combater a sazonalidade do verão –, planeja em breve um quarto produto complementar.
Os detalhes do projeto ainda são mantidos sob sigilo, mas a presidente adiantou à coluna que, após investimentos recentes em hotelaria, este deverá estar mais focado em entretenimento.
— Estamos trabalhando para lançar no ano que vem este novo produto. Ainda temos dúvidas do modelo de negócio — avisa.















