Mesmo antes de começar, chegou ao fim a nova era da seleção da Itália. Com o veto de Pirlo ao cargo de treinador, Paolo Maldini e Leonardo renunciaram aos cargos de diretor técnico e conselheiro da Federação Italiana de Futebol, nesta segunda-feira (27), apenas 10 dias após assumirem o projeto.
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O motivo da saída relâmpago foi um choque direto com o presidente da entidade, Giovanni Malagò, envolvendo o nome do próximo treinador da equipe. As informações são do jornalista italiano Fabrizio Romano.
A dupla de dirigentes havia definido Andrea Pirlo como o nome ideal para assumir o comando da Azzurri.
No entanto, a indicação foi barrada por Malagò. O presidente da Federação vetou a contratação do ex-meio-campista devido às conexões comerciais de Pirlo com marcas russas.
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Em meio às sanções aplicadas à Rússia, a presidência da Federação Italiana avaliou que ter um treinador com patrocínios ou ligações com empresas do país poderia gerar desgaste institucional e polêmicas públicas para a seleção.
Para Maldini e Leonardo, não havia plano B. Os dois ex-jogadores e agora cartolas deixaram claro que Pirlo era a única e exclusiva opção para liderar a reestruturação técnica que estavam planejando.
Diante da recusa de Malagò em aprovar o nome, a dupla decidiu não ceder. Como retaliação ao veto, Maldini e Leonardo entregaram seus cargos com efeito imediato, abandonando o projeto menos de duas semanas após o anúncio oficial.
A crise nos bastidores deixa a Federação Italiana exposta e novamente estagnada. A entidade agora fica sob forte pressão da mídia e dos torcedores para encontrar um novo nome para comandar a equipe na beira do campo.








