A Itália já tem um nome definido para assumir a função de técnico e tentar se recuperar após mais uma desclassificação precoce nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O experiente Roberto Mancini, de 61 anos, encaminhou seu retorno ao comando da seleção para o próximo ciclo.
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A informação foi confirmada por Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Segundo o dirigente, o acordo verbal já existe e falta apenas a assinatura do contrato.
A chegada de Mancini, no entanto, acontece em meio a uma grande crise nos bastidores da Federação. O treinador surge como a solução final após uma crise que culminou na renúncia de Paolo Maldini e Leonardo, que atuavam como diretor de seleções e consultor, respectivamente.
A dupla, contratada há apenas 16 dias, decidiu entregar os cargos na segunda-feira após Malagò vetar a contratação de Andrea Pirlo. O ex-volante era o nome escolhido por Maldini e Leonardo para assumir o time, mas foi barrado por ser garoto-propaganda de uma casa de apostas russa. Em nota, Pirlo lamentou a decisão, que classificou como “de natureza estritamente comercial e esportiva”.
A busca da Itália para técnicos antes de Mancini
Antes de buscarem Pirlo (e, consequentemente, a Federação recorrer à Roberto Mancini), Maldini e Leonardo tentaram a contratação de dois técnicos de renome no futebol mundial.
Em declaração à imprensa italiana, o próprio Paolo Maldini admitiu que a dupla procurou Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, e Pep Guardiola. A ideia era trazer um nome incontestável para tentar reerguer o futebol do país.
— Não podemos dar notícias sobre o que está acontecendo, vocês identificaram o que poderia ser um de nossos objetivos. Não podemos esconder que falamos também com Ancelotti antes de falar com Pep Guardiola. Nos pareceu justo começar por aqueles que considerávamos os melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade geral — revelou Maldini antes de sua saída.
A urgência por um técnico de peso reflete a pior crise esportiva da história da seleção tetracampeã mundial. A Itália não disputa uma partida de Copa do Mundo desde 2014, no Brasil, quando caiu ainda na fase de grupos (assim como havia ocorrido em 2010, na África do Sul).
De lá para cá, a seleção ficou de fora dos Mundiais de 2018 (Rússia), 2022 (Catar) e agora, sob o comando de Gattuso, também não conseguiu a vaga para a Copa de 2026 (Estados Unidos, México e Canadá).
A última passagem do “novo” comandante
Após as negativas de Ancelotti e Guardiola, a Itália recorre à sua última memória de sucesso. Esta será a segunda passagem de Roberto Mancini no comando da seleção nacional.
Em seu primeiro trabalho à frente da seleção, entre 2018 e 2023, Mancini viveu altos e baixos. Ele foi o responsável por levar a equipe ao título da Eurocopa de 2020 (disputada em 2021). No entanto, o encanto quebrou logo em seguida, quando o time tropeçou na repescagem e não se classificou para o Mundial de 2022.
Naquela primeira passagem, Mancini comandou a Itália em 61 jogos oficiais, somando 37 vitórias, 15 empates e nove derrotas. Após deixar o cargo em 2023, ele passou um ano treinando a seleção da Arábia Saudita, de onde saiu em outubro de 2024.
*Sob supervisão de Marcos Jordão








