Quantos senadores têm cada estado do Brasil? Entenda a divisão

Veja por que as Eleições 2026 renovam 54 vagas no Senado, como votar em dois candidatos na urna eletrônica e a regra da suplência

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Urna eletrônica; eleições 2026

Divisão de três vagas por unidade da Federação no Senado assegura a igualdade de representação política entre os estados no Congresso Nacional (Foto: José Cruz, Agência Brasil)

Nas Eleições 2026, a escolha dos representantes para o Senado segue uma divisão fixa de três vagas para cada um dos 26 estados e para o Distrito Federal. Como a Casa representa as unidades federativas com peso político igual, o cálculo soma 81 integrantes no total. Os parlamentares cumprem mandato de oito anos e passam por renovação parcial a cada quatro anos, com a disputa de duas cadeiras por estado e pelo DF na eleição deste ano.

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A regra é diferente da adotada na Câmara dos Deputados, onde o número de parlamentares varia conforme o tamanho da população de cada estado. No Senado, a ideia por trás da distribuição de cadeiras é garantir que todas as regiões tenham a mesma voz nas decisões do país.

FOTOS: Por que o Brasil vai eleger 54 senadores de uma só vez nas Eleições 2026

Diferença entre o Senado e a Câmara dos Deputados

A estrutura do Poder Legislativo é dividida em duas Casas com papéis complementares e critérios de representação distintos. Enquanto os senadores representam as unidades federativas, os deputados federais representam a população. Por esse motivo, a quantidade de vagas de deputados varia conforme o número de habitantes apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), respeitando o limite mínimo de 8 e máximo de 70 parlamentares por estado, em um total de 513 representantes na Câmara.

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Essa divisão igualitária no Senado assegura o equilíbrio de poder entre as regiões. Na prática, um estado com população menor, como Roraima ou Amapá, possui a mesma quantidade de votos no Plenário do Senado que estados com maior número de habitantes, como São Paulo e Minas Gerais. O objetivo do modelo é evitar disparidades regionais e impedir que locais mais habitados concentrem as decisões em temas que afetam todo o país.

Renovação parcial e vagas em disputa nas eleições

O mandato de um senador dura oito anos, o dobro do tempo do mandato de deputados, governadores e do presidente da República. Para evitar a troca de todos os parlamentares de uma só vez e manter o andamento contínuo dos trabalhos, a renovação do Senado ocorre de forma alternada a cada quatro anos.

O sistema de rotação funciona em dois ciclos eleitorais consecutivos:

  • Em uma eleição: ocorre a renovação de um terço das cadeiras (27 vagas no total, sendo uma por estado e pelo DF).
  • Na eleição seguinte (quatro anos depois): ocorre a renovação de dois terços das cadeiras (54 vagas no total, sendo duas por estado e pelo DF).

Nas eleições de 2026, estará em disputa a renovação de dois terços da Casa, totalizando 54 cadeiras. Os eleitos assumirão o mandato que vai de 2027 a 2035.  Na eleição de 2030, estarão em disputa 27 cadeiras, um terço do total de 81. 

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Regras para o voto em dois senadores na urna

Neste ano, é obrigatório votar em dois candidatos diferentes para o Senado. O voto é nominal, exige a digitação de três dígitos por escolha e não aceita voto apenas no número do partido. Caso o eleitor digite o mesmo número para as duas vagas, o segundo voto será anulado automaticamente pela urna eletrônica. Como o sistema para o cargo é majoritário, os dois concorrentes mais bem votados em cada unidade da Federação são eleitos diretamente, sem segundo turno.

A votação ocorre estritamente no âmbito estadual: o eleitor só pode votar em candidatos registrados no estado onde possui seu domicílio eleitoral. Votos digitados para nomes de outras regiões não são computados.

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Na urna, os dois votos para senador aparecem em sequência, logo após a escolha de deputado federal e deputado estadual (ou distrital) e antes dos cargos de governador e presidente. Para evitar confusões diante das seis escolhas no painel, a Justiça Eleitoral recomenda levar a “colinha” em papel. Ao confirmar os votos na urna, o eleitor elege automaticamente os dois suplentes registrados na chapa de cada titular. Esses nomes têm a função de substituir o senador em casos de licença, renúncia, morte, cassação ou ocupação de outros cargos na administração pública ao longo do mandato.

Para consultar a composição das bancadas por estado, o histórico dos mandatos e os dados detalhados das candidaturas registrados na Justiça Eleitoral, o eleitor pode acessar o sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.