A repórter Juliane Massaoka, integrante do programa Mais Você, da TV Globo, usou suas redes sociais para compartilhar um desabafo sobre a convivência com o lipedema nesta quarta-feira (29). A condição vascular crônica, que afeta predominantemente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura e inchaço nos membros, foi descoberta pela jornalista há cerca de dois anos, durante a participação em um quadro da atração matinal.
Em vídeo publicado nesta quarta-feira, a profissional abordou a complexidade de manter o controle da doença diante das demandas do dia a dia. Em um trecho da publicação, a repórter mostrou as marcas deixadas nos pés após usar sandálias por cerca de uma hora. Ela atribuiu o aumento da retenção de líquidos e do inchaço a deslizes recentes na dieta, que incluíram o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados.
Imagens mostram pés de Juliane Massaoka inchados
“O lipedema segue aí, mais ativo do que nunca. Afinal, não consigo cuidar de dois problemas de saúde ao mesmo tempo”, pontuou a repórter, ressaltando o desafio constante de equilibrar o tratamento da condição crônica com a rotina diária. “Larguei mão do lipedema e agora colhi os resultados: retenção de líquido, inchaço, tudo”, disse.
Com um curativo na região do nariz, no qual trata uma lesão que quase a levou a perder parte do nariz após descobrir que recebeu uma aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato) sem o seu conhecimento durante uma cirurgia estética realizada em 2007, ela explicou que o estresse e a falta de constância nos cuidados diários intensificaram os sintomas recentemente.
“Sobre o lipedema, cada hora um médico sai com uma dieta nova ou um estudo novo. Acho legal que a doença esteja sendo estudada, mas o que eu, como paciente, entendi que funciona? Sono de qualidade, exercício físico todo dia e alimentação natural”, afirmou Juliane.
Variação de tamanho de roupas e retenção de líquidos
A jornalista detalhou que adota estratégias diárias de higiene do sono — como evitar telas e luz azul antes de dormir — e busca praticar atividades físicas variadas diariamente, além de manter uma alimentação focada em alimentos frescos e pouco processados. Contudo, destacou que fatores externos frequentemente interferem nessa rotina.
Devido às oscilações no inchaço causadas pelas fases de inflamação da doença, Juliane revelou que precisa manter peças de roupa com diferentes tamanhos em seu guarda-roupa.
“Tenho calças no meu guarda-roupa que vão do número 38 ao 44. Dependendo da fase da doença, se estou mais ou menos inflamada, uso uma delas”, explicou.





