Jovem servente de pedreiro realiza sonho de dançar balé no Festival de Dança de Joinville

Jovem bailarino divide a rotina entre o trabalho na construção civil, junto com seu pai, e a dança

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Festival de Dança de Joinville

Pedro se apresentou no Festival de Dança de Joinville (Foto: Divulgação)

“Não consigo colocar em palavras, só sentimentos”, é assim que o jovem Pedro Batista, de 21 anos, descreve sua sensação após realizar um sonho: o de dançar no palco do maior festival de dança do mundo. O ajudante de pedreiro foi um dos 16 mil bailarinos selecionados no Festival de Dança de Joinville. 

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Ele se apresentou com o Studio de Dança Luciana Junqueira, com a coreografia “Na Linha Tênue do Meu Sonhar”, na categoria de balé neoclássico. Foi ali que ele colocou para fora toda sua dedicação e relembrou tudo que passou para chegar até aquele momento.

A paixão pela dança começou com o Hip Hop, ele pegou gosto pela modalidade assistindo videoclipes. Com isso, começou a fazer as aulas e, foi durante as aulas, que explorou outros gêneros como balé e jazz. Já na construção civil, começou quando completou 18 anos, para trabalhar junto com seu pai. Desde então, divide as horas entre as obras e os palcos. 

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Veja fotos de Pedro:

— A partir do momento que eu completei 18 anos eu já comecei, porque meu pai também trabalhava nisso, então eu acabei que fui e fiquei por lá mesmo — disse.

Em 2025, conseguiu uma bolsa para fazer dança no Studio de Dança Luciana Junqueira, em Ribeirão Preto, no interior de SP

— Ele fazia só danças urbanas, e então foi se apaixonando cada vez mais pelo balé a ponto de todos os dias querer fazer muitas aulas — explicou a professora Luciana Junqueira.

Pedro juntou dinheiro para vir para Joinville

Nas redes sociais, Pedro compartilhou sobre sua rotina, enquanto juntava dinheiro para vir até Joinville, quando soube da aprovação. O vídeo publicado em junho chegou a chamar a atenção de famosos como a atriz Carla Diaz que comentou: “Acabei de conhecer sua história e você já tem a minha admiração, a dança é muito transformadora mesmo!”

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Na ocasião, ele explicou que juntava o dinheiro do trabalho com a obra e também fazia outros “bicos” como vender biscoitos para conseguir juntar o dinheiro. Em julho, Pedro conseguiu vir.

— Eu não estou conseguindo nem raciocinar, é muita adrenalina, muita emoção. Foi um momento que não tem como colocar só em palavras, só sentimentos — descreveu em entrevista à NSC TV.

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Veja a apresentação no Festival de Dança de Joinville:

*Com informações de André Pereira, NSC TV