O vice-presidente Geraldo Alckmin foi confirmado pelo PSB como candidato a vice-presidente da República nas eleições de 2026. A decisão ocorreu na noite desta quarta-feira (29), após convenção no espaço Meliá Brasil 21, em Brasília (DF). Alckmin será novamente vice da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repetindo a dobradinha que venceu a eleição em 2022 e que agora busca a reeleição.
A expectativa é de que a candidatura de Lula seja confirmada em convenção do PT marcada para domingo (2), no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).
— Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia. A democracia é a guardiã da liberdade. Não é possível falar em liberdade, como no segundo turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de um governo eleito — afirmou Alckmin em discurso após ser confirmado candidato, em crítica ao governo anterior e à oposição.
Até o momento, a chapa de Lula e Alckmin está coligada com os partidos da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), PSB, PDT e PSOL. Até o fim do prazo das convenções, no entanto, outras legendas também podem anunciar apoio à candidatura. As convenções que oficializam as alianças e definem os nomes dos candidatos podem ocorrer até 5 de agosto.
As candidaturas ainda precisam oficializar o registro à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, com envio de documentações partidárias, pessoais e plano de governo.
Quem é Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente da República
Geraldo Alckmin (PSB) é médico anestesista, tem 73 anos, foi deputado estadual e deputado federal constituinte. Também foi governador de São Paulo durante quatro mandatos, entre 2001 e 2006 e de 2011 a 2018. Concorreu à Presidência da República em 2006 e 2018, mas não venceu.
Após mais de 30 anos de trajetória no PSDB, Alckmin deixou o ninho tucano e se filiou ao PSB para concorrer a vice-presidente em chapa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu rival na disputa presidencial de 2006. A aliança foi vista como um gesto de moderação de Lula em busca de uma frente ampla para enfrentar o então presidente Jair Bolsonaro (PL). No atual governo de Lula, Alckmin acumulou também o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.





