O ex-maratonista olímpico Daniel Nascimento está desaparecido há mais de 40 dias. Afastado das pistas, Danielzinho morava com a família em Paraguaçu Paulista desde que foi suspenso do atletismo por doping, em 2024.
A família registrou um boletim de ocorrência na última segunda-feira (27) e, às vésperas do aniversário de 28 anos do atleta, celebrado na última terça-feira (28), a mãe dele, Valdirene de Paula Ferreira, fez um novo apelo por informações que possam ajudar a encontrá-lo.
Em entrevista ao g1, Valdirene contou que Daniel ajudava nas atividades de beneficiamento de mandioca e permanecia próximo da família até o dia 19 de junho, quando saiu de casa por volta das 19h levando apenas uma mochila preta e não foi mais visto.
— Ele estava comigo, sob os meus cuidados. Eu ia trabalhar e ele ia comigo. Sempre foi um menino bom. — disse Valdirene ao g1.
Uma pessoa informou que teria visto Daniel caminhando às margens de uma rodovia entre Paraguaçu Paulista e Assis, mas a informação ainda não foi confirmada.
No site oficial, a Confederação Brasileira de Atletismo se manifestou e pediu “mobilização da comunidade do atletismo na busca do atleta Daniel do Nascimento”
Carreira interrompida pelo doping
Natural de Paraguaçu Paulista, Daniel Nascimento representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, disputados em 2021, e foi um dos principais nomes do atletismo brasileiro. Em abril de 2022, estabeleceu o recorde brasileiro e sul-americano da maratona e entrou para a história ao completar a maratona de Seul, na Coreia do Sul, com o tempo de 2h04min51s.
A trajetória, no entanto, foi interrompida após um teste antidoping realizado em 2024, às vésperas das Olímpiadas de Paris, apontar a presença de três substâncias proibidas. A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) confirmou em maio de 2025 a suspensão do atleta por cinco anos, válida até julho de 2029.
Após o afastamento das competições, Daniel passou a enfrentar dificuldades relacionadas à saúde mental e tinha resistência em aceitar tratamento.
— Eu acho que ele sentia muita falta da rotina de atleta. Ele não aceitava tomar remédio, não aceitava internar. Ele falava: “Eu não sou louco” — contou Valdirene.
Veja os representantes do Brasil no Mundial de Atletismo 2025
*Sob supervisão de Marcos Jordão










