O futebol mundial se despede de um dos maiores defensores de todos os tempos. Franco Baresi, lendário zagueiro e capitão emblemático do Milan, morreu na manhã desta sexta-feira (31), aos 66 anos.
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A notícia foi confirmada pelo Milan por meio de suas redes sociais. O clube não divulgou o motivo da morte do ex-jogador, mas Baresi havia passado por uma cirurgia em agosto de 2025 para retirar um nódulo pulmonar.
Na época do procedimento, Baresi chegou a mandar uma mensagem aos torcedores pedindo paciência: “Queridos tifosi — apelido dos torcedores do Milan —, vai levar um pouco de tempo para recuperar todas as minhas forças”. Ele ocupava o cargo de vice-presidente honorário do Milan desde 2020.
Em nota oficial, a equipe rossonera lamentou profundamente a perda do seu eterno capitão.
“A história completa do Milan está de luto pela morte de Franco Baresi. Seu exemplo e sua integridade ficarão gravados para sempre no DNA do Clube, assim como sua icônica camisa de número 6″, publicou a instituição.
Mundo da bola presta homenagens
A dimensão de Baresi no esporte gerou uma comoção imediata. Grandes jogadores que marcaram época nas últimas décadas vieram a público lamentar a morte do italiano.
Nomes de peso do sistema defensivo mundial, como o brasileiro Thiago Silva, o inglês John Terry e o holandês Virgil Van Dijk, prestaram suas homenagens nas redes sociais. O ex-atacante holandês Patrick Kluivert também deixou sua mensagem de despedida ao ídolo.
No futebol italiano, a rivalidade histórica deu lugar ao luto e ao respeito. Perfis oficiais de diversos clubes do país, incluindo Parma, Genoa e Palermo, publicaram notas de pesar reconhecendo a genialidade e a grandeza do ex-capitão milanista.
Uma vida inteira dedicada ao Milan e a Itália
Baresi construiu uma das trajetórias mais bonitas e raras do esporte, vestindo apenas uma camisa ao longo de toda a carreira. Ele ingressou nas categorias de base do clube da Lombardia em 1974 e estreou no time principal em 1978, aos 17 anos.
Assumiu a braçadeira de capitão aos 22 anos, liderando a equipe até a sua aposentadoria, em 1997. A falta de um físico mais robusto era totalmente compensada por uma técnica impecável, senso de antecipação e liderança nata.
Junto com Paolo Maldini, Mauro Tassotti e Alessandro Costacurta, formou um dos sistemas defensivos mais temidos da história do futebol europeu.
Em quase duas décadas, Baresi disputou 719 partidas pelo Milan — recorde superado apenas por Maldini. No clube, conquistou três Ligas dos Campeões e seis Campeonatos Italianos. Em 1989, foi o segundo colocado na Bola de Ouro, ficando atrás apenas do companheiro de equipe, Marco van Basten.
Pela seleção italiana, o zagueiro acumulou 81 partidas oficiais. Fez parte do elenco que faturou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, embora não tenha entrado em campo naquela campanha.
Após ficar de fora da Copa de 1986 por um desentendimento com o treinador, Baresi viveu o drama das penalidades nos mundiais seguintes. A Itália caiu nos pênaltis nas semifinais em casa, na Copa de 1990. Quatro anos depois, nos Estados Unidos, o zagueiro, voltando de lesão, fez uma partida épica contra o Brasil na final, mas acabou sendo um dos italianos que desperdiçou a cobrança na disputa de pênaltis que deu o tetra à Seleção Brasileira.
*Sob supervisão de Marcos Jordão






