Na guerra do cristal, Oxford vence nova batalha contra a Mozart

Tribunal declarou nulos 17 desenhos industriais registrados em nome de Frederico Strauss

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Disputa entre as duas empresas envolve a produção de modelos específicos de taças de cristal (Foto: Arquivo NSC Total)

A Oxford, de São Bento do Sul, obteve uma nova vitória na Justiça contra a blumenauense Mozart, em mais uma batalha da guerra travada pelas duas empresas catarinenses que envolve a produção de taças de cristal de luxo.

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Em um julgamento realizado na última semana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) atendeu a um apelo da Oxford e declarou nulos 17 desenhos industriais registrados em nome de Frederico Strauss, com quem a Mozart firmou parceria para a produção das peças.

A Mozart alegava prejuízos porque a Oxford estaria fabricando modelos de taças de cristal que ela, a Mozart, entendia ter direito de explorar com exclusividade. O TRF4 concluiu, por outro lado, que os produtos em discussão já eram produzidos pela antiga cristaleria Strauss, comprada em leilão pela Oxford em 2017.

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Laudos periciais juntados nos autos, com base em moldes da década de 1990 e mostruários e tabelas de preços antigos, comprovariam que os designs eram fabricados e vendidos pela empresa Strauss antes dos registros feitos por Frederico, em 2010. Com isso, não estariam presentes os requisitos de originalidade e novidade que sustentariam a exclusividade, avaliou o tribunal.

A Oxford também sustentou na apelação que, ao arrematar ativos da antiga cristaleira Strauss em leilão, levou o pacote todo, incluindo bens imateriais. O TRF4 entendeu que a empresa tinha interesse legítimo em propor a ação de nulidade para proteger o investimento feito na aquisição dos ativos.

Em primeira instância, a Justiça chegou a determinar, em março, que a Oxford deixasse de fabricar e vender esses modelos de taças, peças com altíssimo valor agregado. A decisão do TRF4 de agora reforma aquela sentença.

A Strauss informou que recebeu a decisão do TRF4 “com tranquilidade” e reforçou “seu compromisso com a inovação, a livre concorrência e o respeito às normas que regem a propriedade intelectual no Brasil”. A Mozart disse que vai recorrer.