Nevasca histórica deixa caminhoneiro de SC preso há 18 dias na Argentina vivendo de doações: “Ninguém dá notícia”

Trânsito em rodovia de Mendoza, na Argentina, foi interrompido há cerca de duas semanas e ainda não há previsão de liberação

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Jairo está parado no local há cerca de 18 dias (Foto Arquivo Pessoal)

Jairo está parado no local há cerca de 18 dias (Foto: Arquivo Pessoal)

Diversos caminhoneiros estão parados no lado argentino da Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile. O trânsito no local foi interrompido há cerca de duas semanas devido ao acúmulo de neve. Nas redes sociais, brasileiros compartilham o dia a dia enquanto a rodovia não é liberada na região de Mendoza, na Argentina. Entre eles, o catarinense Jairo Gomes, que há 18 dias aguarda autorização para seguir viagem.

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Atualmente, o local enfrenta um período de nevascas intensas, com liberações pontuais para a circulação na alta montanha. Desde meados de julho, mais de 300 pessoas precisaram deixar localidades como Las Cuevas, Puente del Inca, Penitentes, Horcones, Punta de Vacas e Los Puquios, segundo o UOL.

Além do turismo, o local também é um ponto de circulação para caminhoneiros. Segundo informações divulgadas pelo Jornal Argentino Todo Notícias, cerca de 700 caminhões permanecem retidos sem conseguir cruzar o Paso Cristo Redentor, a principal rota rodoviária entre a província de Mendoza, na Argentina, e a região de Valparaíso, no Chile.

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Catarinense está “preso” na região há 18 dias

Ilhado por causa da neve, o catarinense Jairo Gomes, de 34 anos e natural de Sombrio, está parado no local há cerca de 18 dias. Morador de Santa Rosa, ele conta que, até o momento, não há data oficial para o trânsito ser liberado.

“Data oficial para o liberar o trânsito a gente ainda não tem. O que o pessoal comenta aqui é que pode ser partir do dia 8 de agosto”, disse o caminhoneiro em entrevista ao NSC Total.

Associações da região têm ajudando os motoristas com a alimentação, disponibilizando sopas, água, verduras e alimentos básicos para o dia a dia. Porém, a maior dificuldade no momento, segundo o homem, é a questão da higiene pessoal.

“Por mais que tenha banheiro aqui, o chuveiro é gelado. Quem quiser tomar banho quente tem que ir no posto que fica por perto e pagar quatro mil pesos aqui, que dá em torno de R$ 16″, afirmou.

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Criador de conteúdo, Jairo tem publicando vídeos mostrando a realidade no local em que ele e outros caminhoneiros estão no momento. Um dos conteúdos já conta com mais de 220 mil visualizações.

“Os dias estão bem longos. Tem muito vento aqui, é uma região que venta muito e é chão batido. Tem gente que está há 20 dias aqui, outras pessoas em torno de 19 a 20 dias parados no local. E ninguém dá notícia de nada, só o que a gente escuta que está nevando e que eles não conseguem limpar. Está sendo assim desse jeito”, afirmou.

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Mais de 200 visitantes foram resgatados

A região de Puente del Inca, um dos pontos turísticos de Mendoza, é uma das regiões mais afetadas pela nevasca histórica que atinge a Argentina. No último sábado, cerca de 200 turistas foram retirados do local durante um protocolo de emergência após a nevasca registrada no local, segundo a Folha de São Paulo.

Durante a tarde do último sábado (1°), o vento intenso, combinado com a neve pesada, deu origem ao temido “viento blanco”, fenômeno conhecido na região dos Andes por reduzir a visibilidade a zero em minutos e provocar queda abrupta das temperaturas, criando condições de perigo para quem está ao ar livre.

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Por causa do risco de isolamento e de hipotermia, as autoridades argentinas acionaram um protocolo de emergência para remover as pessoas da zona de perigo. Veículos adaptados para terrenos com neve foram mobilizados para resgatar os viajantes que estavam no local.

Os visitantes foram retirados por uma operação de resgate conduzida pela polícia e pela Defesa Civil de Mendoza. Não houve feridos graves e nem mortos.