A 43ª Edição do Festival de Dança de Joinville encerrou neste sábado (2), com recorde de público e uma estrutura que movimentou a capital da dança. Durante treze dias, a cidade recebeu cerca de 16 mil bailarinos de praticamente todos os estados brasileiros e de países como Paraguai, Bolívia, Portugal, França e Estados Unidos, além de um público estimado em mais de 350 mil pessoas. Ao todo, foram mais de seis mil coreografias de dança em diversos pontos da cidade.
Para além de quem chega de fora para prestigiar as atividades, o festival também é construído por quem vive em Joinville. São milhares de moradores que frequentam a programação, ocupam os espaços gratuitos e ajudam a transformar a cidade em um grande palco para a dança. Toda essa capilaridade faz com que o evento seja reconhecido pelo Guinness Book como o maior do mundo no segmento da dança.

Festival movimenta a cidade dentro e fora dos palcos
Além de consolidar Joinville como referência mundial da dança, o festival impulsiona a economia da região. Hotéis, restaurantes, comércio e serviços registram aumento no movimento durante o período, enquanto praças, shoppings e espaços públicos viram palco de uma intensa programação cultural. Nesta edição, as apresentações gratuitas levaram a dança para diferentes pontos da cidade e também para municípios vizinhos, o que aproximou ainda mais moradores e visitantes.
Entre as iniciativas que ampliaram essa experiência, esteve o projeto A Melhor Vibe do Festival, realizado no Shopping Mueller. O espaço, promovido pela Atlântida Joinville, contou com atrações voltadas ao entretenimento, descanso e convivência entre bailarinos, familiares e público. A proposta foi oferecer momentos de interação entre uma apresentação e outra, para reforçar que o festival também pode ser vivido fora dos teatros.
Uma das atrações mais procuradas da ativação foi a experiência de Just Dance, promovida pela rádio Atlântida Joinville em parceria com a Illusion Games. Para o proprietário da empresa, Marcelo Lopes Quiroz, participar do projeto foi uma forma de contribuir com um dos eventos mais tradicionais da cidade.
— Nós tínhamos muita vontade de fazer parte desse evento, que destaca Joinville no âmbito nacional e que tem uma história cultural de décadas. Por isso, juntamos os jogos e a dança e montamos a estrutura para que as pessoas pudessem jogar Just Dance durante o festival — afirma.
Segundo ele, a receptividade do público surpreendeu durante toda a programação. Ele comenta que durante os dez dias de ativação, entre 21 e 31 de julho, foi possível ver dançarinos e o público em geral empolgados com essa ativação. Kim destaca que o espaço foi aproveitado não apenas pelos visitantes, mas também pelos próprios joinvilenses.
— Ao longo da programação, vi pessoas de todas as idades comparecendo para assistir às apresentações no palco do Shopping Mueller. Além disso, os jovens dançarinos aproveitaram bem o espaço do projeto, tanto para descansar como para aquecer dançando Just Dance no PlayStation 5 — reforça.

Apoio das empresas fortalece a experiência
Para Marcelo, o envolvimento das empresas referência como Trimania e Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem é um dos fatores que ajudam a tornar o festival ainda mais completo para quem participa. Ele comenta, também, que para a Illusion Games, essa foi uma oportunidade de estar mais próximo e conectado ao público.
— Com certeza, o apoio das empresas facilita um evento mais completo. Acredito que seja de muita importância estar presente num evento cultural dessa magnitude. Nós, como loja especializada em games, estamos sempre em busca de maior conexão com a audiência, e esses momentos são essenciais para atingir esse objetivo — explica o empresário.
O projeto A Melhor Vibe do Festival contou, em mais uma edição, com o apoio de empresas que acreditam na valorização da cultura e no fortalecimento de um dos eventos mais importantes de Joinville. Nesta edição, estiveram junto com a ativação a Trimaia Norte e o Hospital Sadalla, patrocinadores a longa data da iniciativa, que contribuíram para tornar o espaço ainda mais acolhedor e interativo.
Edição de 2026 entra para a história
A edição deste ano também ficou marcada na história do festival por momentos inéditos. A abertura apresentou, pela primeira vez, um espetáculo de balé clássico com trilha sonora executada integralmente ao vivo por uma orquestra. A montagem de Dom Quixote, da Cia Jovem Basileu França, teve a participação de mais de 130 bailarinos e contou com a participação de solistas do The Australian Ballet e do Semperoper Ballet, da Alemanha.
Ao longo da programação, competições, cursos, oficinas e apresentações gratuitas ocuparam diferentes espaços da cidade, enquanto o tradicional Dance Parade levou milhares de pessoas à Avenida Beira Rio, com moradores e turistas em uma grande celebração da dança.
O encerramento aconteceu neste sábado (1º), com as tradicionais Noites dos Campeões, que teve a apresentação dos destaques da competição. Entre os momentos mais emocionantes, esteve a conquista da bailarina Maura Baccaro, de 98 anos, vencedora da categoria 60+ com a coreografia Tempo.
