Pecuarista explica que a cor do frango no supermercado não indica qualidade da carne e pede que consumidores não se enganem

Mudar a tonalidade da ave depende apenas de nutrição e genética. Entenda o impacto do frango amarelo e do branco na sua mesa 

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A coloração da pele do frango é influenciada pela alimentação e pela genética da ave. (Foto: Pixabay)

O pecuarista Carlos Porta lançou um alerta direto aos consumidores sobre a escolha de carne de aves no mercado: a cor do frango não é um indicador de qualidade ou frescor. Diferente do que prega o senso comum, a tonalidade amarelada ou esbranquiçada da pele depende exclusivamente da alimentação e da genética da ave, não significando que uma opção seja mais saudável, natural ou nutritiva que a outra.

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A crença popular costuma associar a tonalidade amarelada ao famoso frango caipira ou “de capoeira”, criando a falsa impressão de que a versão mais pálida seria inferior ou excessivamente industrializada.

O mito por trás da pigmentação na vitrine

Na indústria avícola, a variação de tom ocorre pelo uso de carotenoides na ração fornecida aos animais ao longo da criação. Rações à base de milho e pigmentos naturais conferem a tonalidade intensa à pele e à gordura da ave.

Por outro lado, aves alimentadas com bases como trigo ou cevada apresentam uma pele naturalmente mais clara. A composição nutricional final permanece a mesma, garantindo os mesmos níveis de proteínas e gorduras para o consumo final.

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Afinal, a cor do frango altera o sabor ou os nutrientes da carne?

Não, a cor do frango não altera o sabor, a maciez ou os nutrientes. A presença de pigmentos afeta estritamente a aparência externa e visual do alimento, sem impacto direto no valor proteico ou na segurança alimentar.

O que realmente determina o sabor e a textura da carne é o tempo de crescimento do animal, a linhagem genética e o manejo térmico durante o processamento. Frangos de crescimento lento tendem a ter uma fibra muscular mais firme, independentemente de sua pele ser amarela ou branca.

Como escolher a melhor carne no supermercado

Em vez de se fiar unicamente na cor da pele no açougue, o consumidor deve observar a firmeza da carne e o odor, que devem ser suaves e característicos de um produto fresco.

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A verificação do selo de inspeção sanitária e a data de embalagem continuam sendo os critérios mais confiáveis para garantir a compra de um alimento seguro e de alta qualidade para a refeição.