Conta de luz pesa mais no bolso dos brasileiros do que em 77 países, mostra levantamento

Pesquisa expõe como taxas e repasses federais encarecem o boleto de energia; mudança em pauta no Congresso libera a escolha do fornecedor para moradores de todo o país

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Estudo do CLP mostra que a energia no Brasil custa mais que em 77 países devido a impostos e taxas, motivando projetos no Congresso para reduzir a conta em até 32%.(Foto: Banco de Imagem)

Uma pesquisa do Centro de Liderança Pública (CLP), assinada pelo economista Daniel Duque, comparou o valor da energia elétrica com o poder de compra da população em 138 nações. O resultado aponta o Brasil em situação desfavorável em relação a 77 países. A cobrança resulta do acúmulo de tributos, subsídios e custos de transmissão da energia. O cenário motiva projetos de lei no Congresso voltados a revisar a estrutura de custos, com estimativa de queda de até 32% na fatura final.

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A distribuição do dinheiro cobrado no boleto

A divisão detalhada pelo estudo do CLP demonstra que menos da metade do montante pago no mês corresponde à energia efetivamente consumida, cujo custo de geração representa 30,4% do total. O restante da fatura é composto pelas despesas de distribuição (26,1%), impostos e tributos (18,1%), encargos setoriais e subsídios (15,2%) e pelo sistema de transmissão (10,1%). A soma dessas parcelas fixa o preço do quilowatt-hora nacional ajustado em US$ 0,357, índice superior aos números de economias como China e Canadá.

O panorama do consumidor

O efeito dessa cadeia de cobranças incide diretamente sobre as faturas enviadas . O uso de fontes renováveis no país não impede a incidência de taxas regulatórias fixadas pela legislação federal. Assim, a eficiência na produção de eletricidade perde espaço para os encargos repassados ao consumidor final.

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O funcionamento do modelo sem monopólio comercial

A proposta de alteração da lei remove a obrigatoriedade de comprar a energia da concessionária local, embora a estrutura física de fios e postes continue sob gestão da distribuidora da região.

  • Escolha de fornecedor: moradores e comércios passam a negociar contratos diretamente com geradoras ou comercializadoras de energia, escolhendo quem vende o produto eletricidade.
  • Corte de encargos: o texto prevê o enxugamento de repasses, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
  • Efeito na tarifa: a concorrência entre empresas e a queda nos encargos embasam a projeção de desconto de até 32% nas contas nos próximos anos.

*Com edição de Nicoly Souza