A prefeitura informou nesta terça-feira (4) que vai romper o contrato com a Mapzer, responsável pelo carro caça-buracos que circula por Blumenau. A parceria foi assinada em novembro do ano passado, com validade de 12 meses, podendo ser prorrogada. Na prática, chegaria ao fim no dia 16 de dezembro.
O serviço entrou em funcionamento em janeiro e recebeu críticas pelo valor do contrato: R$ 1,6 milhão ao ano. Vereadores afirmaram que o caça-buracos era desnecessário, pois os problemas já eram amplamente conhecidos e relatados pela comunidade, inclusive pela Ouvidoria.
Em maio, quando houve troca de comando da Secretaria de Serviços Urbanos, o novo chefe da pasta, Jociel Junckes, disse que iria analisar a continuidade da parceria e suspendeu o contrato momentaneamente.
Nesse vaivém de discussões, a prefeitura afirma que irá pagar por seis meses de serviço, o equivalente a R$ 800 mil.
“Agilidade para identificar problemas”
Quando o caça-buracos foi anunciado, o prefeito Egidio Ferrari (PL) disse, usando as redes sociais, que a novidade traria mais agilidade para identificar problemas de manutenção da cidade, mas reconheceu que só mapear não seria suficiente, pois seria preciso mais mão de obra para executar as demandas.
Na época, Egidio chegou a citar uma licitação para ampliar as equipes de manutenção urbana. O edital foi lançado, mas precisou ser revogado após questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Uma nova licitação ainda deve ser lançada, mas sem previsão de data até o momento.
Em fevereiro, a prefeitura divulgou o que o caça-buracos mais identificou de problemas em Blumenau. Lixo descartado incorretamente, buracos nas ruas e mato eram os principais problemas.
Mas por que romper o contrato agora?
A prefeitura espera que o contrato com a Mapzer seja rompido nas próximas duas semanas, pois há questões burocráticas a serem superadas. Questionada sobre o motivo de pôr fim à parceria, o governo disse que o trabalho realizado ao longo dos últimos meses foi suficiente para “mapear toda a cidade, identificar as principais demandas e reunir um volume significativo de dados para orientar as ações do município”.
Na interpretação do governo local, “os dados coletados pelo Mapzer contribuíram para identificar necessidades, evitar retrabalho e deslocamentos desnecessários, além de tornar os cronogramas mais ágeis. A ferramenta também permitiu otimizar o uso de equipes, equipamentos, veículos e materiais, tornando a prestação dos serviços mais eficiente”.
Por fim, a prefeitura de Blumenau afirma que “com essas informações em mãos, temos dados suficientes para agir e direcionar os recursos públicos para a solução dos problemas identificados e para outros serviços que beneficiem diretamente a comunidade”.
