A moda está cada vez mais voltada para a individualidade. Em vez de seguir tendências de forma automática, a proposta para 2026 é investir em um estilo que reflita personalidade, qualidade e peças atemporais. Essa é a avaliação da pesquisadora de tendências Fabíola Kassin, que listou sete modismos que, na visão dela, perderam espaço e já não fazem tanto sentido no guarda-roupa.
Segundo a especialista, a nova fase da moda privilegia roupas bem construídas, tecidos de qualidade e combinações que vão além das tendências passageiras das redes sociais.
Fabíola, no entanto, faz questão de dizer: “cada usa o que quiser, do jeito que quiser”. Afinal, a moda é mais do que seguir tendências.
As 7 tendências que devem ficar no passado
Moda destroyed exagerada
Peças excessivamente rasgadas, desfiadas ou com aparência propositalmente suja perderam força. Para Fabíola, o excesso de destruição deixou de transmitir modernidade e passou a dar lugar a roupas com melhor acabamento.
Looks monocromáticos sem textura
Usar apenas uma cor continua em alta, mas a especialista afirma que o visual precisa ganhar profundidade. Misturar tecidos como tricô, couro, linho, algodão ou alfaiataria cria contraste e deixa a produção mais interessante.
Microbolsas
As bolsas minúsculas que mal comportam um celular ou um cartão também entram na lista. A tendência agora é unir estilo e funcionalidade, priorizando acessórios realmente úteis para o dia a dia.
Calças extremamente rasgadas
Modelos com cortes a laser ou rasgos muito artificiais perderam espaço. Em vez disso, a pesquisadora recomenda apostar em jeans com aparência naturalmente desgastada ou em modelos vintage que ganharam marcas do tempo de forma autêntica.
Logos exagerada
Logotipos enormes estampados em roupas e acessórios também deixam de ser protagonistas. A ideia é investir em peças mais discretas e sofisticadas, nas quais o design fala mais alto do que a marca.
Cílios postiços muito volumosos
Embora não seja exatamente uma tendência de moda, Fabíola inclui os cílios exageradamente longos entre os excessos estéticos que devem perder força. O movimento atual busca uma aparência mais natural.
Looks copiados do Pinterest
Reproduzir totalmente as produções vistas nas redes sociais também não é recomendado. Segundo ela, o ideal é usar referências apenas como inspiração, adaptando tendências ao próprio estilo.
A principal aposta para 2026
Como tendência positiva, Fabíola destaca o retorno das roupas mais estruturadas. O conforto continua importante, mas aparece combinado com modelagens que valorizam o corpo, cinturas marcadas, cortes precisos e peças de alfaiataria.
A proposta é equilibrar o estilo oversized com roupas de melhor caimento, construindo produções elegantes sem abrir mão da praticidade.
Como substituir as calças rasgadas
Quem gosta do visual do jeans desgastado não precisa abandonar completamente esse estilo. A recomendação é escolher peças com aparência naturalmente envelhecida ou modelos vintage, especialmente encontrados em brechós.
Outra alternativa é investir em calças de alfaiataria ou jeans de corte reto, que oferecem um visual mais sofisticado e acompanham a tendência de roupas estruturadas.
Já quem possui uma calça muito rasgada pode reaproveitá-la transformando a peça em um short, prolongando sua vida útil.
Tecidos que valorizam um visual estruturado
A estrutura das roupas depende principalmente da gramatura do tecido e da firmeza de sua trama. Entre as melhores opções estão:
- lã fria, referência na alfaiataria por manter o caimento impecável;
- gabardine, resistente e ideal para peças com linhas bem definidas;
- sarja, que oferece sustentação sem perder conforto;
- crepe de alfaiataria, com caimento elegante e estrutura equilibrada;
- tecidos tecnológicos, como Neo Look e Barbie, que unem praticidade e boa modelagem;
- linho de gramatura média ou pesada, mais encorpado e menos sujeito a perder a forma.
Na hora da compra, vale observar se o tecido mantém sua estrutura quando é segurado pelas mãos, em vez de cair de forma excessivamente fluida.
Como cuidar das peças de alfaiataria
Roupas estruturadas exigem alguns cuidados para manter o caimento original e aumentar sua durabilidade.
As principais recomendações são:
- priorizar a lavagem a seco para blazers, ternos e peças com entretela;
- quando permitido pela etiqueta, lavar à mão com água fria e sabão neutro;
- evitar lavagens frequentes, optando por apenas arejar a peça após o uso sempre que possível;
- secar naturalmente, longe da secadora e da exposição direta ao sol;
- passar pelo avesso ou utilizando um pano protetor entre o ferro e o tecido;
- guardar em cabides estruturados, que preservem o formato dos ombros;
- utilizar capas de TNT para armazenamento e repelentes naturais, como cedro ou lavanda, para proteger contra traças.
Com esses cuidados, peças de alfaiataria mantêm a aparência elegante por muitos anos, reforçando justamente a proposta de uma moda mais consciente, durável e menos dependente de tendências passageiras.
