Pamela Anderson revela como ficou presa à própria imagem e recomeçou a carreira aos 59 em Hollywood

A atriz atribui a retomada a escolhas mais cuidadosas e à chance de buscar trabalhos criativos que desejava havia anos

Compartilhe:
Pamela Anderson no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2026, durante a nova fase da carreira. (Foto: Harald Krichel / Wikimedia Commons)

Pamela Anderson no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2026, durante a nova fase da carreira. (Foto: Harald Krichel / Wikimedia Commons)

Pamela Anderson passou boa parte da carreira associada a uma imagem que lhe deu fama, uma mulher com corpo deslumbrante, mas também estreitou as oportunidades que desejava como atriz.

Continua após a publicidade

Aos 59 anos em entrevista à Vogue Australia, ela afirma viver uma segunda chance em Hollywood e tenta aproveitar a fase sem tratá-la como definitiva. A retomada ganhou força depois da estreia na Broadway e da repercussão de The Last Showgirl.

Agora, Anderson diz se sentir afortunada porque diretores ligados ao cinema independente demonstram interesse em trabalhar com ela. Ao mesmo tempo, a atriz não pretende aceitar todos os projetos disponíveis.

Ela prefere escolher trabalhos que permitam explorar um potencial criativo que, em sua avaliação, ficou pouco aproveitado durante décadas.

Continua após a publicidade

Fama virou limite

Anderson se tornou conhecida no início dos anos 1990, depois de ser descoberta em um jogo de futebol canadense e conquistar um papel em Baywatch. A produção marcou o começo da fase que a transformaria em uma figura recorrente na televisão e nos tabloides.

A exposição, contudo, ultrapassou o trabalho. O casamento com Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe, e o roubo seguido da divulgação de uma gravação íntima mantiveram a atriz no centro da cobertura sobre celebridades durante anos.

O reposicionamento também passou pelo documentário Pamela, a Love Story e pela autobiografia Love, Pamela, lançados em 2023. Nos dois projetos, Anderson retomou a própria narrativa e revisitou a distância entre a personagem pública e sua vida fora dos holofotes.

Continua após a publicidade

Ao rever esse período, Anderson admite que também ficou presa ao personagem público construído ao redor dela. “Tenho muito mais a oferecer, mas eu mesma me limitei”, afirmou à Vogue Australia ao recordar o começo da trajetória.

Segundo a atriz, a imprensa e acontecimentos de sua vida pessoal passaram a conduzir escolhas e percepções sobre quem ela era. O resultado foi a sensação de que a carreira havia escapado de suas mãos antes que pudesse mostrar outras possibilidades.

Uma retomada gradual

A mudança não ocorreu de uma vez. Em 2022, Anderson estreou na Broadway como Roxie Hart em Chicago e recebeu um Playbill Award. Depois, sua atuação em The Last Showgirl, dirigido por Gia Coppola, rendeu uma indicação ao Globo de Ouro em 2025.

Continua após a publicidade

Esses trabalhos abriram uma etapa diferente. Em vez de tentar compensar o tempo perdido com uma sequência de papéis, Anderson afirma que escolhe com cautela e procura aproveitar cada oportunidade. Para ela, a fase “pode acabar amanhã”, como afirmou à Vogue Australia.

A possibilidade de interrupção faz com que a atriz evite considerar garantido o direito de voltar a fazer o tipo de trabalho que desejava desde o início. Por isso, cada projeto passou a ser tratado como parte de uma oportunidade que pode não se repetir.

Distância dos excessos

Depois de décadas sob escrutínio, Anderson também passou a relacionar essa retomada a uma vida mais lenta. Ela afirma ter encontrado conforto na natureza e na possibilidade de agir de maneira mais próxima da própria identidade.

Continua após a publicidade

A mudança contrasta com a imagem marcada por maquiagem intensa, roupas chamativas, corsets, penteados volumosos e relacionamentos muito expostos. Agora, estar na natureza e ser ela mesma representam, em seu relato, uma atitude igualmente ousada.