Acordo Mercosul e Singapura abre nova porta para exportações de SC após tarifaço dos Estados Unidos

Parceria comercial Mercosul e Singapura é a primeira do bloco latino-americano na região da Ásia

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Singapura, país que é integrado por uma moderna cidade-estado é pioneiro na Ásia em acordo de livre comércio com Mercosul (Foto: Ravish Maqsood, Pexels)

Singapura, pequeno país do Sudeste Asiático – na prática uma cidade-estado- é o primeiro a firmar acordo de livre comércio com o Mercosul naquele continente. Em vigor desde o último sábado (1º de agosto de 2026), o acordo prevê diversas oportunidades de negócios porque além de mercadorias, inclui serviços públicos, compras governamentais e investimentos.

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Para a indústria catarinense, é uma oportunidade para ampliar mercados, num momento em que o setor busca novas oportunidades frente ao segundo tarifaço dos Estados Unidos.

“Santa Catarina tem na proteína animal um pilar de exportação consolidado, mas precisamos olhar também para segmentos altamente competitivos, como madeira e móveis. Em um cenário de barreiras comerciais e dos impactos do ‘tarifaço’, o acordo abre uma nova porta para diversificarmos mercados e ampliarmos nossa presença no Sudeste Asiático com regras claras e maior previsibilidade”, destacou Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

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O país asiático, há mais de década é sede de escritórios de grandes empresas brasileiras, entre as quais as grandes agroindústrias de SC. Por ter economia aberta e inovadora, se destaca por ter um grande porto que é um dos hubs de transporte marítimo da Ásia. Também é referência internacional na produção de plataformas de petróleo importadas pela Petrobras.

Para Sarah Chicrala, chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Singapura, a principal vantagem do acordo para o Brasil e para a indústria nacional não é a eliminação tarifária imediata.

“O diferencial está na segurança jurídica, na redução de custos transacionais e no acesso a disciplinas modernas que abrangem comércio de serviços, compras governamentais e investimentos”, disse Sarah Chicrala, durante reunião na sede da Fiesc, em Florianópolis.

Para o especialista em comércio exterior da CNI, Marcus Silva, esse acordo representa um marco histórico de inserção internacional para o Brasil.

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“Além de assegurar acesso a um dos principais hubs logísticos e financeiros do mundo, o acordo oferece previsibilidade e mecanismos que favorecem a competitividade da indústria brasileira”, afirmou Marcus Silva, da CNI.