O futuro de Memphis Depay no Corinthians vive horas decisivas. O holandês desembarcou no Brasil na madrugada da última terça-feira (4), com a missão de destravar a sua renovação de contrato com o clube paulista, estendendo o vínculo até julho de 2028.
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O jogador chegou a São Paulo após um voo de dez horas, acompanhado de uma verdadeira comitiva particular: advogados, seu preparador físico brasileiro, Diego Pereira, e uma personal chef.
A terça-feira começou movimentada. Memphis passou cerca de três horas em um hospital da capital paulista realizando uma bateria de exames médicos que exigiam equipamentos de imagem avançados. Nesta quarta-feira (5), ele é esperado no CT Joaquim Grava para a reta final das avaliações.
Guerra política no Corinthians
Embora sejam procedimentos de praxe, os exames médicos ganharam um peso gigantesco nos bastidores. O motivo é a forte pressão política que tomou conta das negociações.
Segundo o ge, alas do clube e aliados do presidente Osmar Stabile são abertamente contrários à renovação. A oposição aposta que os laudos médicos apontem problemas físicos que desaconselhem o negócio por parte do departamento médico.
Por outro lado, o estafe de Memphis garante que o holandês está em plenas condições e acusa as alas políticas de usarem a saúde do atleta apenas como pretexto para tentar melar a assinatura.
Exigências inusitadas e dívida milionária
A tensão não se resume ao departamento médico. A negociação esbarra em uma série de exigências financeiras e contratuais feitas pelos representantes do jogador que desagradaram a diretoria do Corinthians.
A primeira delas envolve uma dívida antiga que o clube tem com o atacante, avaliada em R$ 45 milhões, mas que pode bater a casa dos R$ 77 milhões com juros e correções. Memphis aceitou receber apenas o valor principal, dividido em quatro parcelas, mas exige cláusulas duras e o retorno da cobrança de multas em caso de um novo calote.
Para o novo contrato de duas temporadas, que gira em torno de R$ 70 milhões, o estafe do jogador pediu um acréscimo de 10% para o pagamento do agente.
De acordo com a Gazeta Esportiva, a lista de exigências nas minutas propostas pelo holandês também chamou a atenção por itens bastante incomuns no futebol brasileiro:
- Camarote exclusivo: Uma suíte privativa na Neo Química Arena.
- Eventos próprios: Direito de usar o estádio para a realização de dois eventos pessoais.
- Lucro dividido: 50% de comissão sobre a renda arrecadada nestes eventos.
- Premiação futura: Pagamento de um bônus financeiro caso o Corinthians vença o Mundial de Clubes de 2029, mesmo que o holandês já não esteja mais no elenco naquela data.
Preparado para a Libertadores
Apesar do clima tenso, do vai e vem de documentos e da devolução de duas minutas, há um sinal de que o martelo será batido. Memphis indicou verbalmente que está disposto a flexibilizar parte dessas exigências em uma reunião decisiva marcada para esta quarta-feira com a diretoria.
O recuo do holandês é um alívio para o presidente Osmar Stabile, que adota cautela por medo do pior cenário. O mandatário avalia que uma ruptura na negociação pode gerar uma ação judicial pesada e resultar em um temido transfer ban, punição que impediria o clube de registrar novos jogadores.
Se as partes cederem, o Corinthians correrá contra o relógio. O plano do departamento de futebol é regularizar Memphis para que ele esteja em campo no dia 13 de agosto, no duelo de ida contra o Rosario Central, na Argentina, pelas oitavas de final da Libertadores.
*Sob supervisão de Marcos Jordão














