Por que foguete da SpaceX entrou em rota de colisão com a Lua nesta quarta-feira: saiba se haverá riscos

Estágio superior do foguete Falcon 9 viajava a cerca de 8.700 km/h

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Equipamento descartado pela empresa de Elon Musk atinge o lado oculto da Lua nesta quarta-feira (5) (Foto: Space X, Divulgação e Banco de Imagens)

Um pedaço de lixo espacial de uma missão da SpaceX vai colidir com a superfície lunar nesta quarta-feira (5). Segundo o O Globo, se trata do estágio superior do foguete Falcon 9, equipamento utilizado no lançamento de artefatos espaciais, que viaja descontrolado pelo espaço a uma velocidade aproximada de 8.700 quilômetros por hora.

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O impacto está previsto para ocorrer no lado oculto da Lua, região que não pode ser vista diretamente a partir da Terra. Apesar do impacto em alta velocidade, especialistas reforçam que a colisão não representa qualquer risco de alteração na órbita da Lua nem ameaça para a Terra. A colisão estava prevista para às 3h35min (horário de Brasília).

De acordo com o O Globo, o evento é considerado de proporções pequenas quando comparado à constante queda de meteoritos na superfície lunar. No entanto, a comunidade científica encara o choque como uma oportunidade para observação de fenômenos físicos e geológicos.

Imagens do lançamento do Falcon 9

Porque objeto vai colidir com a lua

A trajetória do objeto vem sendo monitorada por astrônomos e agências espaciais ao longo das últimas semanas. Lançado anos atrás, o segundo estágio do veículo permaneceu em uma órbita caótica e distante após cumprir sua missão primária de colocar uma carga útil em rota espacial. Sem combustível suficiente para retornar à atmosfera terrestre ou escapar da gravidade do sistema Terra-Lua, o artefato acabou atraído pela atração gravitacional do satélite natural.

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A expectativa dos pesquisadores é analisar a cratera que será formada pelo impacto da estrutura metálica de cerca de quatro toneladas. Satélites e sondas em órbita da Lua, como o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, devem mapear a região afetada nos dias seguintes ao choque para registrar o local exato da colisão e examinar o material do subsolo lunar que será expelido.