Pix ganha conexão com rede bancária da China e dispensa cartão internacional no Brasil

Projeto-piloto entre o Banco Central e a UnionPay conecta o sistema brasileiro a bancos chineses, permitindo compras instantâneas por QR Code

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Projeto-piloto firmado entre as autoridades monetárias do Brasil e da China viabiliza pagamentos por QR Code no comércio brasileiro para turistas com aplicativos da rede UnionPay (Foto: Freepik)

A cooperação financeira entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China viabilizou a integração entre a rede chinesa UnionPay International e o Pix brasileiro. Em vigor desde agosto de 2026 como um projeto-piloto, o mecanismo permite que turistas e empresários da China realizem pagamentos instantâneos por QR Code no comércio nacional, utilizando seus aplicativos bancários habituais, sem depender de cartões de crédito internacionais ou da compra prévia de moeda física.

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Fluxo de pagamento no ponto de venda

No momento da compra, o fluxo se completa de maneira direta no ponto de venda. O estabelecimento comercial no Brasil gera o código QR do Pix na maquininha ou no sistema do caixa, e o visitante chinês realiza a leitura por meio do app da UnionPay ou de sua instituição financeira de origem. O sistema das redes integradas executa o processamento e a conversão de valores em tempo real, permitindo que o comerciante local receba o crédito final em reais em sua conta. A operação atende cerca de 15 milhões de pontos comerciais habilitados no país, com previsão de ampliação progressiva para outras carteiras digitais globais.

Onde baixar o app UnionPay:

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Expansão internacional e turismo receptivo

A iniciativa faz parte de um movimento de ampliação do Pix para transações internacionais via intermediadoras e fintechs. Em países de expressivo fluxo de viajantes brasileiros, como Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Portugal e Chile, estabelecimentos emitem a cobrança na moeda local, a empresa intermediária fixa a taxa de câmbio no ato da compra e o valor é debitado da conta corrente no Brasil em reais. No turismo receptivo, o modelo inverso viabiliza que estrangeiros utilizem o saldo de e-wallets internacionais para pagar via Pix no mercado brasileiro com conversão automática.

Adoção e volume de transações

Criado pelo Banco Central e lançado em 2020, o Pix soma mais de 170 milhões de usuários pessoas físicas ativos, o equivalente a cerca de 80% da população do país, além de ter incluído mais de 71 milhões de pessoas no sistema financeiro. Os dados do ecossistema mostram marca histórica em 5 de dezembro de 2025, quando o sistema registrou o recorde de 313,3 milhões de operações em um único dia. Em maio de 2026, o Pix ultrapassou a marca de 7 bilhões de transações mensais, movimentando um volume financeiro superior a R$ 3 trilhões no período.

*Com edição de Luiz Daudt Junior.