Uma operação da Polícia Civil sequestrou os bens de um dos suspeitos investigados pela Operação Secando a Foz. Apartamentos e um carro de luxo em Itapema, Balneário Piçarras e Blumenau foram alvos das ordens judiciais. O grupo que o homem supostamente integrava é suspeito de movimentar milhões oriundos do tráfico de drogas.
A segunda fase da Secando a Foz foi deflagrada nesta quarta-feira (5). Em janeiro do ano passado, cinco pessoas foram presas por fazerem parte de uma organização criminosa que fazia o transporte e distribuição de grandes cargas de cocaína, crack e maconha entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e o Litoral Norte de Santa Catarina.
À época, o delegado Eduardo Ferraz contou que eles movimentaram mais de R$ 16 milhões ao longo de cinco anos. Um deles, preso até o momento, seria o dono dos bens sequestrados nesta quarta. Foram cumpridas sete ordens judiciais sobre três apartamentos e um veículo de luxo, avaliados em aproximadamente R$ 5 milhões.
O sequestro foi solicitado pela Civil e autorizado pela Justiça. O suspeito pode contestar a decisão caso consiga comprovar que as aquisições foram feitas de forma legal.
A primeira fase da operação
Na primeira fase da Secando a Foz foram cumpridas 37 ordens judiciais, resultando na prisão de 13 pessoas, apreensão de cinco veículos e no bloqueio de bens e valores superiores a R$ 30 milhões.
A operação desmascarou o esquema que usava empresas fantasmas, laranjas e documentos falsos para disfarçar a origem da quantia milionária. Os investigados respondem pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
