Eles começaram com um minimercado em Balneário Camboriú e hoje faturam milhões em todo Brasil

Empresa criada no litoral de Santa Catarina se tornou uma das maiores redes de mercados autônomos do país e agora inicia a expansão internacional

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Rede criada em Balneário Camboriú saiu de uma ideia local para um negócio de R$ 100 milhões (Foto: Minha Quitandinha, Divulgação)

Um mercado onde o cliente entra, escolhe os produtos nas prateleiras, faz o pagamento e vai embora, tudo sem qualquer atendimento ou supervisão humana. O modelo, que há poucos anos parecia distante da realidade brasileira, vem ganhando cada vez mais espaço. Em Balneário Camboriú, a Minha Quitandinha, uma rede criada em 2020, alcançou um faturamento de R$ 100 milhões em 2025 e já planeja a expansão para os Estados Unidos.

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O crescimento da rede impressiona. Em apenas seis anos, a empresa passou a operar 870 lojas em 23 estados e no Distrito Federal e projeta abrir outras 300 unidades até o fim de 2026, o que deve representar um aumento de cerca de 70% no faturamento. Além da presença em território nacional, a marca também já possui operações em Dubai e agora mira o mercado norte-americano, com previsão de inaugurar a primeira unidade na Califórnia ainda no segundo semestre desse ano.

A história da empresa começou no Litoral Norte catarinense, quando os empreendedores Guilherme Mauri e Douglas Pena decidiram unir experiências nas áreas de tecnologia, consultoria e franquias para criar um modelo de negócio voltado à praticidade e à conveniência. A proposta inicial era oferecer uma solução inovadora para condomínios, capaz de gerar receita aos empreendimentos e, ao mesmo tempo, proporcionar mais autonomia aos moradores.

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Mercado autônomo foi bem recebido pelos consumidores

Segundo o CEO e sócio-fundador da Minha Quitandinha, Guilherme Mauri, a escolha por Balneário Camboriú não aconteceu por acaso:

A parceria começou em Balneário Camboriú mesmo. Eu já estava estabelecido na cidade e ambos enxergávamos na região um ambiente promissor para novos negócios, especialmente os voltados à tecnologia. Não por acaso, Balneário Camboriú é hoje reconhecida como um dos principais polos de inovação e empreendedorismo do país

A aceitação do público também foi determinante para o crescimento acelerado da empresa. De acordo com Mauri, os consumidores rapidamente aderiram ao novo formato de compras. “Os consumidores rapidamente se identificaram com a proposta de finalizar as próprias compras, seja pela experiência de utilizar novas tecnologias, seja pela praticidade, autonomia e agilidade proporcionadas por um atendimento sem a necessidade de interação com funcionários”, destaca.

O avanço da rede acompanha uma tendência nacional. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor de franquias cresceu 10,1% no primeiro trimestre de 2026, movimentando R$ 72,7 bilhões. O segmento de Alimentação, Comercialização e Distribuição foi o que apresentou melhor desempenho, com alta de 22%, impulsionado justamente pela expansão dos mercados autônomos e das operações de conveniência.

Empresa vai expandir para a Califórnia

A Minha Quitandinha também passou a integrar, pela primeira vez, o ranking das 20 maiores microfranquias do Brasil, ocupando a 10ª posição. Agora, o próximo passo da empresa será a expansão para os Estados Unidos. Para isso, a rede passará a operar no país com a marca Grab It e contará com adaptações voltadas ao perfil do consumidor norte-americano.

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“Para essa expansão, fizemos algumas adaptações estratégicas, como a mudança da marca para Grab It, um nome mais adequado ao mercado local, além da adequação dos sistemas de pagamento para atender às preferências e às exigências dos consumidores norte-americanos”, revela Mauri.

Com a meta de superar a marca de 1.100 unidades ainda em 2026, a empresa nascida em Balneário Camboriú reforça o potencial do litoral catarinense como um dos principais polos de inovação do país.

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Em poucos anos, a empresa deixou de ser uma aposta de dois empreendedores em Balneário Camboriú para se tornar uma das maiores redes de minimercados autônomos do país. Hoje, são centenas de unidades espalhadas pelo Brasil, presença internacional, reconhecimento entre as principais microfranquias brasileiras e planos de expansão para um dos mercados mais competitivos do mundo.

A trajetória da dupla mostra como uma ideia criada no litoral catarinense conseguiu transformar um novo hábito de consumo em um negócio milionário.

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Como o mercado sem funcionários funciona

O funcionamento dos minimercados é baseado na autonomia do consumidor. As lojas permanecem abertas 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, e oferecem desde itens básicos do dia a dia até produtos de conveniência.

Para fazer as compras, basta acessar o estabelecimento, escolher os produtos nas prateleiras e concluir toda a operação pelo aplicativo da rede ou por totens de autoatendimento, sem a necessidade de passar por um caixa tradicional ou ser atendido por funcionários.

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De acordo com a empresa, toda a jornada de compra é realizada de forma digital. O sistema desenvolvido pela rede permite que o pagamento seja feito por Pix, cartão de crédito ou débito e que o checkout seja concluído em menos de 19 segundos.