Conflito no Oriente Médio deixa Jaraguá do Sul no limite de estoque de flúor para tratamento da água

A adição do flúor na água do abastecimento público é uma política pública de saúde bucal no Brasil que existe desde 1974

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Jaraguá do Sul e conflito no Oriente Médio

Adição de flúor na água de Jaraguá do Sul pode ficar comprometida (Foto: ZUMA Press Wire, Reuters Connect, Prefeitura de Jaraguá do Sul)

A adição de flúor na água em Jaraguá do Sul, cidade do Norte catarinense, poderá ficar comprometida em decorrência da falta de fornecimento do produto. O problema ocorre por conta dos atuais conflitos no Oriente Médio. A região passa por confrontos envolvendo principalmente o Irã e os Estados Unidos. O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) reforça que isso não afetará a potabilidade, já que fluoretação cumpre essencialmente um papel de apoio a políticas públicas de saúde bucal do Brasil.

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No momento, a dosagem de flúor nas Estações de Tratamento de Água seguem normalmente, mas não é garantido a partir do segunda quinzena de agosto. “Caso não ocorra a regularização do fornecimento até esse período, será necessária a interrupção temporária da dosagem de flúor nas duas estações. A medida será adotada exclusivamente em razão da indisponibilidade do insumo no mercado, situação alheia à atuação operacional do Samae”, disse o diretor-presidente do Samae, Onésimo Sell.

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Vale ressaltar que, todas as demais etapas do processo de tratamento continuarão sendo realizadas normalmente. A água continuará sendo monitorada de acordo com os procedimentos e parâmetros estabelecidos pela legislação sanitária aplicável, permanecendo própria e segura para o consumo humano.

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Para que serve o estoque de flúor e a adição na água?

O estoque de flúor na cidade serve para cumprir uma medida nacional. A adição do flúor na água do abastecimento público é uma política pública de saúde bucal no Brasil que existe desde 1974 para cidades que possuem estação de tratamento.

Conforme explica diretor técnico da autarquia, Tuhã Schmitt do Evangelho, o flúor adicionado à água não é responsável pela desinfecção nem pela eliminação de microrganismos. “Sua finalidade é auxiliar na prevenção da cárie dentária, constituindo uma importante medida coletiva de promoção da saúde bucal. Dessa forma, a eventual ausência temporária de flúor reduz especificamente esse benefício preventivo, mas não torna a água imprópria para beber, preparar alimentos, realizar a higiene pessoal ou executar as demais atividades domésticas”.

Conforme orientações, permanecem recomendadas as práticas habituais de higiene bucal, especialmente a escovação adequada com creme dental fluoretado e o acompanhamento odontológico periódico. Entretanto, não há necessidade de ferver a água ou adquirir água mineral.

A situação já foi comunicada e está sendo acompanhada pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS), pelas autoridades de Vigilância Sanitária e pelos demais órgãos competentes.