Separados por poucos centímetros, uma jararaca e o biólogo Gilberto Ademar Duwe protagonizaram uma cena incomum em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense. Apesar da serpente peçonhenta se aproximar do profissional, ele explica que o animal apenas ataca para se defender e não por “prazer”. O vídeo foi publicado nessa quarta-feira (5).
Nas imagens, divulgadas pelo biólogo da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), é possível ver um dos maiores exemplares da espécie resgatadas no município.
Veja fotos do “encontro” inusitado com jararaca em Jaraguá do Sul
Jararacas se defendem apenas quando se sentem ameaçadas, explica
O vídeo mostra que, apesar de Giba, como é conhecido nas redes sociais, estar bem perto do animal, ele não estava em posição de ataque. “As serpentes peçonhentas não picam as pessoas por prazer. Elas fazem isso para se defender. Quando elas não se sentem ameaçadas, elas simplesmente seguem a vida delas e vão embora”, afirma.
Ainda, o biólogo reforça que as pessoas precisam ser cuidadosas quando encontrarem alguma serpente peçonhenta, mantendo a calma e uma distância segura.
“Lembre-se de uma coisa, serpentes não têm pernas, não têm braços, são quase surdas e não enxergam direito. E o ser racional aqui é para ser você. Por isso, olhe onde pisa, olhe onde vai colocar a mão e sempre que necessário, utilize equipamentos de segurança”, orienta.
Confira o vídeo completo da jararaca a poucos centímetros de biólogo em SC
Mais sobre a cobra entre as mais venenosas do Brasil
As serpentes da espécie jararaca podem se alimentar de ratos, pequenos roedores, rãs, sapos e lagartos. De acordo com a Fiocruz, essas cobras podem medir cerca de 1,20 metro.
Conforme o Ministério da Saúde, o grupo que compõe a espécie das jararacas é o maior responsável por causar acidentes com serpentes no Brasil. Das picadas registradas no país em 2022, 69,3% eram da espécie que é bastante encontrada na região Norte de Santa Catarina.
Apesar de assustar, a espécie é muito importante para o ecossistema e até mesmo para a medicina. Além de fazer o controle de pragas, se alimentando de outros animais, a partir da peçonha da jararaca é possível extrair compostos utilizados na fabricação de medicamentos que tratam doenças cardíacas e circulatórias, aponta publicação do Governo Federal.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira




