Prolongamento da Via Expressa deve ser entregue no começo de 2027 em Blumenau; veja antes e depois

Prazo de conclusão é de 12 meses, mas governo pretende terminar a obra um pouco antes, no primeiro trimestre do próximo ano

Compartilhe:

Prolongamento da Via Expressa em março (esquerda), antes da retomada da obra, e esta semana (direita) (Fotos: Patrick Rodrigues, NSC Total)

O andamento da obra de um trecho do prolongamento da Via Expressa em Blumenau já mudou a paisagem — e o trânsito — nos bairros Fortaleza Alta e Fidélis (veja as fotos na galeria). O serviço, que começou em abril “de trás pra frente”, pela Rua Theodoro Pasold, deve ser finalizado no primeiro trimestre de 2027, informou a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade. O contrato prevê um ano para a execução.

Continua após a publicidade

O trecho de pouco mais de três quilômetros ligará a BR-470 à Rua Theodoro Pasold, na Fortaleza Alta. Nessa ponta, a ligação por asfalto do prolongamento com a via já foi feito. Na outra parte, onde há o viaduto na Rua Guilherme Scharf, ainda será preciso conectar o acesso com a rodovia e fazer as rampas da estrutura.

Enquanto isso não ocorre, motoristas que trafegam pela Guilherme Scharf precisam utilizar um desvio para chegar ou sair do bairro Fidélis. O local está sinalizado, mas é preciso atenção, já que não há iluminação para o período noturno.

Continua após a publicidade

Dos cofres públicos sairão R$ 29 milhões, vindos do Programa Estrada Boa, para esta obra.

Prolongamento em si é história para o futuro

A próxima fase, que ligaria a Via Expressa à Rodovia Doutor Pedro Zimmermann (SC-108), na Itoupava Central, é “assunto para depois”, como disse o governador Jorginho Mello em visita a Blumenau. Sem prometer datas, ele e equipe se comprometeram a fazer um novo projeto para planejar como serão os 12 quilômetros necessários para alcançar a SC-108, na Itoupava Central.

Apenas o projeto que definirá o novo traçado dos 12 quilômetros deve levar mais de dois anos para ser feito — isso sem contar o tempo de execução após a assinatura da ordem de serviço, explicou o Estado. Antes, o governo estimava que seriam necessários cerca de R$ 600 milhões para terminar o prolongamento. Agora, não se arrisca a dar palpite do valor que precisará ser desembolsado.

Veja fotos da obra

Demanda antiga

O chamado “Acesso Norte” é uma demanda antiga que sempre volta aos holofotes nas campanhas eleitorais. A primeira papelada, com R$ 140 milhões garantidos, foi assinada em 2014 pelo então governador Raimundo Colombo. Falta de licenças, divergências nas contas, investigação do Ministério Público e ausência de projetos e de licitação para 15 viadutos fizeram parte de uma série de percalços.

Continua após a publicidade

Como as desapropriações precisavam ser feitas, os trabalhos começaram apenas em 2016. No ano seguinte, que deveria ser o de conclusão, o volume de rochas encontrado foi maior do que o esperado, o que parou as máquinas.

A empresa vencedora da licitação solicitou um aumento no valor por conta do imprevisto e o governo contratou uma medição de referência para indicar a quantidade de pedras presentes no local. A história foi resolvida apenas em 2021, quando houve a assinatura para o reinício das obras. A última paralisação foi em agosto de 2024, quando a obra esbarrou em questões ambientais.

Continua após a publicidade

A retomada para finalização do primeiro trecho do prolongamento ocorreu em abril deste ano.