A movimentação dos grãos no terminal portuário da Coamo, em Itapoá, que tem como estimativa de início de operação em 2030, será realizada por um sistema automatizado que integra a chegada dos caminhões, a descarga, o transporte interno e a armazenagem dos produtos. Um dos diferenciais da estrutura será o uso de correias transportadoras enclausuradas, projetadas para conter a poeira e reduzir a exposição da carga ao ambiente externo.
O processo começa ainda no pátio, quando os caminhões passam por balanças rodoviárias automáticas. Os veículos terão tags de identificação, que permitirão ao sistema reconhecer a carga transportada e o destino do produto dentro do terminal. A capacidade no novo terminal será de aproximadamente 10 milhões de toneladas de grãos.
Estruturas conhecidas como “moegas” recebem os grãos
Em um vídeo publico pela imobiliária Juliano Imóveis, de Itapoá, a equipe do terminal da Coamo de Paranaguá explica como funciona o processo e a logística do transporte de grãos. O sistema utilizado lá será também implantado no novo porto em Itapoá.
A descarga ocorrerá em estruturas conhecidas como moegas. Nelas, equipamentos chamados tombadores elevam os caminhões para que os grãos escorram pela carroceria e sejam despejados em um fosso localizado abaixo da plataforma.
Nos veículos do tipo “bicaçamba”, que possuem sistema próprio de basculamento, a descarga poderá ser feita automaticamente, por meio de comando remoto.
Veja fotos de como é os tombadores e as correias que funcionarão no novo porto de SC:
Após cair na moega, o produto entra no sistema de transporte interno do terminal. É nesta etapa que entram em operação as correias transportadoras enclausuradas. As estruturas funcionam como grandes esteiras industriais fechadas, responsáveis por levar os grãos das moegas até os silos, os armazéns.
Por serem instaladas dentro de uma estrutura fechada, as correias ajudam a conter as partículas liberadas durante a movimentação dos grãos. O enclausuramento também protege a carga contra a exposição à chuva, ao vento e a outros fatores externos durante o deslocamento pelo terminal.
Operação é acompanhada em tempo real
Depois do transporte pelas correias, os grãos serão encaminhados para silos. Essas estruturas permitirão a estocagem de grandes volumes de carga antes das próximas etapas da operação portuária. Toda a movimentação é acompanhada por uma sala de controle automatizada. No local, os supervisores poderão monitorar em tempo real os equipamentos, o nível dos estoques e o percurso dos produtos dentro do terminal.
O sistema também permite controlar o carregamento, identificar eventuais falhas e definir quais silos ou armazéns deverão receber cada tipo de grão. Para carregar os navios, os grãos também são transportados pelas correias enclausuradas.
Veja um vídeo de como funciona um tombador:
Porto da Coamo em Itapoá
O planejamento da Coamo é iniciar as obras em 2027, com operação a partir de 2030. O porto será destinado para a exportação de grãos da própria Coamo, cooperativa com sede em Campo Mourão e atuação no PR, SC e MS. A capacidade de movimentação do porto chegará a 10,9 milhões de toneladas com as demais cargas (fertilizantes, combustíveis líquidos e GLP).
O TUP Coamo terá três berços de atracação, em píer com estruturas de lajes sobre estacas, em local de maior profundidade. O acesso dos caminhões será pela estrada municipal José Alves, com rota para a BR-101 por meio da SC-416. A rodovia estadual será duplicada pelo governo do Estado. A prefeitura de Itapoá busca recursos para a ampliação da via municipal.








