A cerveja é uma das bebidas mais populares do mundo. No Brasil, ela é presença garantida nos botecos por todo o país. Mas ela não nasceu da mesma forma como é apreciada hoje. Na verdade, a cerveja carrega uma história de milhares de anos. Nesta sexta-feira (7), comemora-se o Dia Internacional da Cerveja.
Charleston Agrícola, sommelier e professor da Academia da Cerveja, explica que os primeiros registros da cerveja surgiram por volta de 9.000 antes de Cristo na Mesopotâmia. Os sumérios fermentavam cereais e consideravam a bebida um alimento essencial. Desde então, a cerveja acompanhou a evolução das sociedades, atravessou fronteiras e ganhou diferentes interpretações conforme com os costumes de cada povo.
No Egito Antigo, ficou conhecida como “pão líquido” e fazia parte da rotina da população. Já na Europa medieval, os monges tiveram papel importante no aprimoramento das técnicas de produção, incluindo a utilização do lúpulo, ingrediente que ajudou a definir aromas e sabores presentes no universo cervejeiro atual.
Cerveja tinha até divindades
Para os sumérios e babilônios, a cerveja era tão importante que eles possuíam até divindades associadas à bebida, como Ninkasi, a deusa suméria da cerveja.
No Código de Hamurabi, existiam leis que regulamentavam a produção e a venda da cerveja, estabelecendo punições severas para cervejeiros e donos de tavernas que adulterassem a bebida ou produzissem cerveja de má qualidade.
Com a Revolução Industrial, a fabricação ganhou ainda mais precisão, unindo conhecimento tradicional e tecnologia para criar uma cadeia cada vez maior de estilos.
Símbolo cultural do Brasil
No Brasil, a cerveja encontrou um novo lar e rapidamente se tornou parte da identidade cultural do país. Trazida pelos imigrantes europeus durante o período colonial, a bebida ganhou características próprias e passou a marcar momentos de convivência.
“Se tem uma coisa que o brasileiro sabe fazer é transformar qualquer ocasião em um brinde. A cerveja está presente em momentos que vão do churrasco em família ao boteco e festivais de música. Ela acompanha conversas que duram horas, encontros inesperados e celebrações de todos os tamanhos. Com certeza, é um símbolo de descontração e do jeito brasileiro de reunir pessoas“, afirma Charleston Agrícola, sommelier de cervejas e professor da Academia da Cerveja.
Em 1853, a Cervejaria Bohemia, a mais antiga cervejaria em funcionamento do Brasil, ajudou a consolidar a cidade como uma referência nacional na produção da bebida, fortalecendo uma trajetória que continua sendo construída até hoje com novos estilos, produtores e experiências para os consumidores.
