Multinacional de tecnologia de SC abre terceira filial na América Latina

Maior Govtech da América Latina, a Softplan, de Florianópolis, vai fornecer digitalização para sistema judiciário não penal do Peru

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A gerente de Operações Internacionais da Softplan, Débora Anselmo, destaca que novo sistema de digitalização do Peru vai melhorar acesso a dados (Foto: Softplan, Divulgação)

A multinacional brasileira de tecnologia Softplan, de Florianópolis, anuncia a abertura da sua terceira filial na América Latina. É uma unidade em Lima, no Peru, para transformar digitalmente o Judiciário Não Penal do país, denominado de “EJE No Penal“. A tecnologia de SC vai transformar a digitalização de processos trabalhistas, cíveis e judiciais.

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O sistema “EJE No Penal” centraliza informações ao digitalizar processos para 1.698 órgão jurisdicionais onde atuam mais de 18 mil servidores públicos.

A Softplan avança na internacionalização desde 2019. Já tem filiais na Argentina e na Colômbia. O objetivo é internacionalizar a companhia e o caminho do Judiciário em outros países é uma alternativa porque no Brasil as normas são mais restritas, muitas vezes, para uso de softwares privados no setor judiciário.

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De acordo com a companhia, esse projeto no Peru conta com financiamento parcial do Banco Mundial. O prazo de implantação é de 30 meses. Inclui ações como a configuração de sistemas, migração de dados, treinamento de equipes e também um período de acompanhamento para que os usuários saibam trabalhar com o sistema.

“Estamos incentivando e contribuindo para a unificação de conceitos e terminologias. Estas iniciativas são essenciais para equalizar a produção de estatísticas e criar formas de operação uniformes e adequadas à nova normativa nacional. Isso vai facilitar a comunicação do país com outras entidades, com os cidadãos e todos os agentes que integram esse ecossistema”, explica Débora Anselmo, gerente de Operações Internacionais da Softplan.

O sistema judiciário não penal do Peru atuava de forma híbrida. Uma parte dos processos era digitalizada e uma parte ainda era feita no papel. Também faltava unificação de conceitos estatísticos e de linguagem, o que dificultada a comunicação entre diferentes jurisdições.