Café com Ânderson: O que significa a pressão de Flávio Bolsonaro sobre Ana Campagnolo

Os bastidores agitados da política de SC estão no Café

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(Foto: Arte NSC)

Bom dia! Está servido o Café com Ânderson deste 10 de agosto de 2026, segunda-feira. Leia abaixo:

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Flávio x Ana
O senador e presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, decidiu atuar da forma tradicional do bolsonarismo para resolver questões políticas no episódio envolvendo a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) e o irmão dele, que é candidato ao Senado em SC, Carlos Bolsonaro. Flávio foi às redes sociais e escreveu um texto em uma postagem da parlamentar. A postagem era, justamente, um vídeo de pré-campanha de Flávio e Ana, gravado há três meses.

O texto
Flávio escreveu: “Prezada @anacampagnolo, gravamos este vídeo há alguns meses, em mais um gesto de minha parte para buscarmos unidade contra o mal maior, que é o PT. Gostaria que você também gravasse um vídeo apoiando o outro indicado de @jairmessiasbolsonaro ao Senado em Santa Catarina, meu irmão @carlosbolsonaro. Preciso dele e da @carolinedetoni no Senado em 2027. Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir pra não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro. Posso contar com você?”.

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A resposta
Ana, em contrapartida, respondeu ao comentário. Sobre a questão envolvendo Carlos, disse: “Quanto à candidatura de seu irmão Carlos ao Senado, seguirei trabalhando para concretizar os objetivos definidos pelo nosso partido em Santa Catarina, como venho fazendo ao longo dos últimos anos e como tenho afirmado publicamente sempre que sou questionada sobre o assunto em entrevistas e podcasts. Estou à disposição de toda a nossa nominata majoritária para contribuir com gravações e demais ações de campanha que possam fortalecer o projeto do PL. Até o momento, não recebi mais nenhuma solicitação nesse sentido, mas sigo à disposição”.

Motivo
O conflito entre Ana e os Bolsonaros por conta de Carlos já dura meses. Entre idas e vindas na relação, a deputada estadual mais votada de Santa Catarina em 2022 — e cotada para ser uma das mais votadas em 2026 — manteve a postura de se mostrar incomodada com o fato de o ex-vereador do Rio de Janeiro disputar a eleição em terras catarinenses. Ela apontou, já há algum tempo, que Carlos tiraria espaços de nomes de SC, como quase ocorreu com Carol de Toni.

Significado
A posição de Ana diante da chegada de Carlos pode representar um marco para a relação do bolsonarismo com SC. Poucos nomes teriam condições de se posicionar contra uma decisão do núcleo duro do movimento liderado por Jair Bolsonaro. Mais do que isso: a deputada se manteve na postura e ainda demonstra que não está satisfeita, mesmo diante de alguns movimentos de pessoas do PL tentando acalmar os ânimos. A corda, portanto, está esticada em níveis ainda não vistos no Estado.

Momento
O impasse ocorre a poucos dias do início do ano eleitoral. Nas redes sociais, seguidores que apoiam tanto Ana como Flávio estão divididos. Há quem critique o presidenciável pela cobrança pública, enquanto uma parte ainda acredita que a deputada deveria evitar o conflito com Carlos. Porém, é nítido que, mesmo se houver algum “acordo de paz”, ele será protocolar. Apenas o resultado das urnas — e o impacto do conflito na eleição — é que vai dar um rumo para a relação.

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Suplente
A segunda suplência de Esperidião Amin (PP) será ocupada por Eni Voltolini (PP), ex-deputado federal que, em 2002, disputou a eleição como candidato a vice do próprio Amin, na derrota para Luiz Henrique da Silveira.

Vai ou fica?
O convite da governadora Celina Leão (PP) para que Thiago Peixoto, atual secretário de Educação de Florianópolis, assuma a Educação do Distrito Federal virou uma dor de cabeça para o prefeito da Capital catarinense, Topazio Neto (Podemos). Thiago é um dos principais nomes do secretariado municipal. A saída dele já é tratada nos bastidores como certa, apesar de o secretário afirmar que ainda não aceitou o convite. Esta semana será decisiva.

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Saída do marqueteiro
A decisão da campanha de João Rodrigues (PSD) de mexer no comando do marketing veio depois de uma sucessão de episódios que geraram descontentamentos internos. Juarez Guedes perdeu a cadeira no final da semana passada e deve ser substituído nos próximos dias.

Catarinense
A maçonaria regular brasileira passa a ser presidida por um catarinense. Nos dias 31 de julho e 1º de agosto, em Blumenau, Avelino Lombardi Junior foi empossado presidente da Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) durante a 126ª Assembleia Geral Ordinária, sediada pelo Grande Oriente de Santa Catarina (GOSC).