Mourinho define medida final na reformulação do Real Madrid e deixa futuro de Endrick em aberto

Novo treinador deixou a decisão na mão dos atletas

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José Mourinho é o novo treinador do Real Madrid (Foto: Aleksandr Osipov, Wikimedia Commons)

José Mourinho é o novo treinador do Real Madrid (Foto: Aleksandr Osipov, Wikimedia Commons)

A reformulação promovida por José Mourinho no Real Madrid atingiu o ponto mais crucial. Determinado a trabalhar com um grupo de apenas 20 jogadores no elenco principal, o treinador português definiu o perfil de time que deseja e entregou nas mãos dos atletas a decisão sobre o próprio futuro, incluindo Endrick.

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Segundo o jornalista Marco Ruiz, do jornal AS da Espanha, Mourinho deixou futuro de Endrick em aberto, abrindo espaço para que o atacante de 20 anos busque uma nova saída por empréstimo para não perder rodagem na Europa.

A postura firme do técnico ao anunciar o enxugamento do grupo atingiu diretamente o ex-jogador do Palmeiras, que viu a minutagem ameaçada após a contratação de Carlos Espí.

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O treinador enxerga o brasileiro atuando exclusivamente centralizado como camisa 9, mas avaliam que ele não tem as características físicas de um centroavante posicional e de área. Com isso, Endrick virou a terceira opção, atrás do titular Kylian Mbappé e do próprio Espí.

As pontas do Real Madrid acumulam opções, como o mais novo contratado Diomande, Brahim, Bernardo Silva e Rodrygo.

Diante do cenário, o staff do atleta já analisa propostas e exige um clube que dispute torneios continentais e garanta a titularidade no comando de ataque, tal qual na passagem pelo Lyon. Atualmente, Roma e Aston Villa aparecem como os principais interessados em atender aos requisitos do jovem.

Para a diretoria do Real Madrid, a cessão temporária também é vista como o melhor caminho para proteger o patrimônio do clube.

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Com um investimento total que já se aproxima de 80 milhões de euros (cerca de R$ 470 milhões na cotação atual), a cúpula merengue aceita inclusive arcar com parte dos vencimentos do atleta, que superam os 5 milhões de euros líquidos por ano, para viabilizar um novo empréstimo sem desvalorizar o atacante.

*Sob supervisão de Marcos Jordão