Raízes de árvore exótica invadem canos de prefeitura e ameaçam estourar “esgoto bruto” em cidade de SC

Caso em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina, teve desdobramento na manhã desta segunda-feira (10)

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barra velha

Imagens feitas no local mostram tubulações tomadas pelas raízes (Foto: Prefeitura de Barra Velha, Divulgação)

Uma situação inusitada ameaçava a estrutura do prédio da prefeitura de Barra Velha, no Litoral Norte catarinense. As raízes de uma figueira, árvore exótica na região, invadiram os canos do banheiro, que podiam estourar e provocar o vazamento de esgoto puro. Após a emissão de um laudo, a planta foi cortada na manhã desta segunda-feira (10) para solucionar o problema.

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Segundo a gestão municipal, a árvore era considerada de grande porte. Com a perícia realizada no edifício, a invasão das raízes da figueira na rede de esgoto foi classificada como um “processo progressivo e de difícil reversão”. 

Veja fotos das raízes que invadiram canos em Barra Velha

Problema ameaçava rompimento do esgoto

No início desta manhã, a prefeitura de Barra Velha destacou que a situação poderia se agravar e causar danos de “alto custo para os cofres públicos”. Diante disso, um laudo técnico de engenharia, emitido por uma secretaria municipal, solicitou a remoção da figueira à Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema).

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Entre as principais ameaças listadas no relatório estavam o rompimento definitivo de conexões e juntas da rede subterrânea, o extravasamento de esgoto bruto, “com sérios riscos à saúde pública e ao meio ambiente”, e, de forma mais crítica, o risco de comprometimento das fundações estruturais do próprio prédio administrativo.

Árvore foi cortada com permissão de órgão ambiental

A análise detalhada da engenharia se baseou em intervenções físicas realizadas no ramal de descarga do sistema da estrutura, que conta com tubulações de 100 milímetros. Durante os serviços de manutenção, foi necessária a remoção completa de vasos sanitários para liberar o acesso aos canos. 

“As inspeções registraram uma expressiva e densa intrusão de material radicular bloqueando o fluxo dos efluentes”, afirmou a equipe da prefeitura. O parecer técnico, foi analisado pela Fundema, que permitiu o corte, pelo fato da árvore ser exótica, ou seja, não ser nativa, e pela inexistência de vedação legal a seu corte.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira