Empresa de SC vai investir R$ 10 milhões em nova fábrica no Paraguai

Sicflux, de Araquari, planeja iniciar construção no país vizinho a partir de 2027

Compartilhe:

A Sicflux planeja reproduzir no país vizinho uma operação reduzida da matriz instalada em Araquari (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Fabricante de produtos para renovação do ar, como exaustores e ventiladores industriais, a Sicflux, de Araquari, viu no Paraguai uma oportunidade para se aproximar dos mercados do chamado Cone Sul, que inclui a Argentina, o Uruguai, o Chile e o próprio Paraguai. No ano passado, a empresa investiu US$ 400 mil, cerca de R$ 2 milhões, em um centro logístico em Assunção para agilizar a distribuição a esses países.

Continua após a publicidade

O próximo passo será a construção, a partir de 2027, de uma fábrica própria no país vizinho, adianta o diretor executivo da empresa, Roberto Munhoz. Ele é do time que defende que o Paraguai tem um ambiente mais favorável e previsível para os negócios.

Veja fotos da fábrica da empresa em Araquari

“No Brasil acordamos executivos, durante o dia somos executantes e à noite tomamos cuidado para não sermos executados. A mudança de regras é muito grande e a cada hora aparece uma situação nova que você precisa se adaptar. Lá não, essa parte política é estável e você tem uma legislação constante e firme, sem sobressaltos”, compara.

Continua após a publicidade

Paraguai é ameaça? Como empresários e especialistas avaliam o “boom” do país vizinho

A futura planta da Sicflux em terras paraguaias será erguida em Hernandarias, cidade próxima à fronteira com Foz do Iguaçu (PR). Com investimento estimado em cerca de R$ 10 milhões, a operação terá foco na exportação, mas não tem o objetivo de desviar a produção brasileira, que continuaria abastecendo o mercado doméstico, garante Munhoz.

O plano, diz ele, é que a fábrica paraguaia seja uma versão reduzida da matriz em Araquari, que tem 9 mil metros quadrados de área construída – em Hernandarias serão 3 mil metros quadrados.

“O Paraguai era um país agrícola, mas já sentiu há muito tempo que só a agricultura não vai leva-lo a lugar nenhum porque existem produtores muito maiores, caso do Brasil. Então, ele está agregando agora a parte industrial”, analisa.