Antes mesmo de entender o valor do dinheiro, Tiago Cesa Desordi de Medeiros, 36 anos, já aprendia uma lição que levaria para a vida toda: guardar um pouco hoje pode abrir caminhos amanhã. Natural do Rio Grande do Sul, ele mora em Itajaí (SC) nos dias de hoje, e desde os quatro anos de idade, mantém uma poupança.
Ainda na infância, ele lembra de como era estimulado a guardar no cofrinho os presentes em dinheiro que recebia da família, o troco do lanche e até moedas que encontrava pela casa. O que começou como uma diversão foi determinante para que ele aprendesse, na vida adulta, a importância de manter uma reserva de segurança.
— A iniciativa dos meus pais mudou a minha vida. Certamente, não teria conquistado as coisas que tenho sem o hábito de poupar. Todos os meses eu ia ao banco para conferir o extrato da poupança e depositar o que tinha conseguido juntar. Era uma diversão ver o dinheiro crescendo —, conta.
A poupança servia para comprar bens pequenos que os pais não podiam adquirir ou diziam que eram de responsabilidade dele, como um patinete, componentes para skate e até os picolés dos verões que ele passava em Balneário Camboriú.
Mais tarde, quando estava prestes a concluir o curso de Engenharia Mecânica, na cidade de Santo Ângelo (RS), teve a oportunidade de fazer estágio em um município próximo, mas precisaria morar sozinho. Foi aí que a poupança de Tiago começou a mostrar a importância. Ele alugou um apartamento com os amigos e recorreu ao dinheiro guardado para mobiliar o espaço.
— A situação financeira da família não estava boa e a preocupação dos meus pais era como iriam me manter pagando aluguel em outra cidade. A solução foi dividir apartamento, e eu recorri à minha poupança para comprar uma cama e outros móveis de que estava precisando — revela.
Poupar para comprar
Nos anos seguintes, mesmo com salário de estagiário, ele conseguiu recompor o saldo e nunca abandonou o hábito de poupar. Juntou dinheiro e, em 2020, comprou o primeiro carro à vista.
— Eu aprendi que primeiro a gente ganha o dinheiro, depois a gente gasta. Muita gente faz o contrário. Primeiro compra e depois vai atrás de como pagar —, comenta.
Segundo Tiago, um dos maiores erros é esperar pelo momento ideal para começar a investir. Na prática, esse momento quase nunca chega. Para contornar o desafio, ele sugere começar aos poucos.
— As pessoas ficam esperando sobrar dinheiro, esperando o cenário perfeito ou o investimento ideal. Mas, se eu começar com pouco e mantiver a consistência, independentemente da modalidade, o saldo vai crescendo — orienta.

Ele explica que a maior satisfação está justamente em acompanhar essa evolução. Aos poucos, segundo Tiago, é possível ver um depósito de pouco valor se tornar em um patrimônio, o que faz tudo valer a pena. Na avaliação do consultor, cooperado e colaborador da Viacredi, uma cooperativa Ailos, criar o hábito de poupar é mais importante do que passar meses tentando descobrir qual é o melhor investimento.
— As pessoas dizem que vão começar quando tiverem mais dinheiro, quando receberem o décimo terceiro ou quando a situação melhorar. O segredo é não esperar. O mais importante é criar disciplina — explica.
Foi a partir desse princípio que Tiago conquistou outros objetivos ao longo da vida, entre eles a compra de um apartamento. Hoje, o hábito de poupar já começa a ser transmitido para a próxima geração. Eduardo, o filho de um ano e meio do homem, ganhou uma poupança quando tinha apenas um mês de vida.
Investimento mais utilizado no Brasil
A poupança segue entre os principais instrumentos financeiros dos brasileiros. Segundo o levantamento Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, o país alcançou 60,6 milhões de investidores em 2025, o equivalente a 36% da população. A poupança permanece como a modalidade mais utilizada, concentrando 22% das aplicações.
Na Viacredi, a modalidade foi lançada em outubro de 2021 e segundo Mirio Schumacher Jr., diretor de Operações da cooperativa, o produto atrai interessados em liquidez, segurança e benefícios do cooperativismo.
— O cooperado consegue guardar recursos com facilidade, ter acesso ao dinheiro quando necessário e ainda participar da distribuição das sobras da cooperativa. Além da remuneração mensal, a modalidade também prevê a distribuição de sobras aos cooperados —, afirma Mírio.
Sobre a Viacredi
Maior cooperativa de crédito do Brasil em número de cooperados, a Viacredi é uma cooperativa Ailos, com mais de 1 milhão de cooperados, presença em 28 municípios de Santa Catarina e Paraná, 112 Postos de Atendimentos, mais de 2 mil colaboradores e 987 líderes do Quadro Social – comitê cooperativos e delegados. São mais R$ 17,5 bilhões em ativos, R$ 9,7 bilhões em operações de crédito e mais R$ 12,7 bilhões em depósitos totais. Em 2026, a Viacredi prevê investir R$ 32 milhões em ações de educação, desenvolvimento e impacto social, ampliando oportunidades e gerando mais de 880 mil participações em iniciativas que fortalecem pessoas, negócios e comunidades. Constituída em 1951, a Cooperativa tem como propósito unir pessoas para transformar vidas, sempre comprometida com os princípios cooperativistas, seus cooperados e as comunidades onde está presente.
